Mercedes questiona ‘sumiço’ na geração de imagens do GP do Japão, mas descarta represália de Ecclestone

A Mercedes, naturalmente, não ficou satisfeita por ter aparecido pouco na transmissão do GP do Japão de F1. No entanto, os dirigentes duvidam que se trate de uma revanche pela situação que envolve a Red Bull

Com Lewis Hamilton sobrando na liderança e Nico Rosberg garantido em segundo lugar, os pilotos da Mercedes acabaram aparecendo pouco na transmissão do GP do Japão deste domingo (27), quando conquistaram a oitava dobradinha do time no ano. E a Mercedes vai questionar o motivo de seus carros terem tido pouca exposição na geração de imagens da FOM (Formula One Management). Contudo, eles descartaram teorias da conspiração.

Antes mesmo da prova terminar, começou-se a relacionar o 'sumiço' das Mercedes e também das Ferrari da frente das câmeras à situação da Red Bull quanto aos motores para a temporada 2016. Resumindo, uma represália de Bernie Ecclestone.

Mas é bem verdade, também, que na segunda metade da prova os pilotos dessas duas equipes já estavam firmes em suas respectivas posições e não foram mais ameaçados. 

Segundo um levantamento feito pelo perfil @F1Broadcasting no Twitter, foram pouco menos de seis minutos de exposição com destaque ao longo do GP, que durou 1h30.

Disparado na ponta, Hamilton mal apareceu na frente (Foto: AP)

"Foi engraçado, para ser honesto. Eu estava vendo pela TV, vi Saubers, várias Hondas, mas eu não sei o porquê. Tenho que perguntar para quem filmou… Quero encontrar o Bernie na semana que vem e lhe perguntar o motivo. No momento, não posso dizer muito, mas foi engraçado que mesmo no pit-stop do Lewis, o líder, você só o viu saindo, não viu nem mesmo se ele trocou os pneus", declarou o presidente não-executivo do time, Niki Lauda.

Toto Wolff, diretor-executivo da montadora, brincou com a situação. "Eu fiquei sem ter certeza de onde estávamos na corrida. Precisava olhar para a tela de tempos, porque não era possível ver os carros na pista", falou. "Nossa prioridade é vencer. Se isso não é o bastante, então está longe do meu controle", reforçou.

A respeito da 'teoria da conspiração' que surgiu, Lauda foi evasivo: "Eu não acho que é possível seguir nesta direção. Falei com o Bernie algumas vezes sobre este acordo de motores e ficou bem claro que o Mateschitz nunca quis pra valer o nosso motor. Então a Ferrari entrou e ofereceu um motor, que agora está sendo negociado. Então o Bernie não está bravo com a gente pelo motor, certeza", comentou.

"Eu não acho que tem ligação", Wolff concordou. "Obviamente, imagens espetaculares são importantes, e algumas das imagens escolhidas foram. Houve boas brigas no pelotão intermediário, e era lá que as câmeras estavam ligadas." 

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