Mercedes revela contribuição “muito útil” de Antonelli em vitória de Russell em Singapura
Diretor de engenharia de pista, Andrew Shovlin explicou como ajuda de Andrea Kimi Antonelli no TL2 do GP de Singapura contribuiu para a vitória de George Russell em Marina Bay
O domínio de George Russell no GP de Singapura, disputado no último final de semana, foi notório da classificação em diante. Porém, antes, o fim de semana da Mercedes não começou tão tranquilo assim, com o #63 estampando o muro no TL2 e precisando se retirar da sessão precocemente. No entanto, o prejuízo desta batida foi minimizado uma vez que Andrea Kimi Antonelli assumiu um papel importante para a equipe ainda na sexta-feira.
À primeira vista, o italiano teve um fim de semana abaixo do esperado ao não conseguir acompanhar Russell na classificação e cruzar a linha de chegada em quinto, 33s atrás do líder #63. No entanto, para a Mercedes, Antonelli teve um valor muito grande no TL2, quando assumiu a responsabilidade de conduzir simulações de stint longo depois que Russell bateu.
Ao abandonar as voltas rápidas que vinha fazendo e voltar à pista com tanque cheio, o novato deu à Mercedes a chance de compreender melhor o ritmo de corrida e a abordagem que era preciso tomar para o domingo. Shovlin exaltou a atitude de Antonelli.
“Muito trabalho a fazer numa sexta-feira. Quando acontecem essas bandeiras vermelhas, é tempo de pista que não dá para recuperar. Isso também interrompe a simulação de stint longo. E o problema com um stint longo é que não pode fazê-lo em blocos de três ou quatro voltas — é preciso fazer tudo de uma vez, para que o carro, os pneus, tudo chegue à temperatura ideal”, explicou o dirigente.

“George teve o incidente dele, que o tirou do TL2, mas, felizmente, Kimi — e foi uma decisão dele, na verdade — optou por não continuar com o trabalho de pouco combustível. Ele estava em uma boa volta, não a completou, e disse: ‘Tudo bem, sei onde o carro está, estou satisfeito.’ Depois, partiu para o stint longo no fim do segundo treino”, continuou
Shovlin também explicou que Antonelli foi o “único que fez um stint longo completo com tanque cheio”, já que a sessão foi marcada por muitas interrupções, acidentes e bandeiras vermelhas. Com a vantagem em mãos, a Mercedes aproveitou para largar com um pé à frente no domingo e mudar a abordagem que tinha em mente para a prova.
“Isso nos permitiu definir um nível de refrigeração mais agressivo, porque estávamos avaliando duas opções. Ficamos satisfeitos com a mais agressiva, que oferece mais desempenho aerodinâmico. Também nos permitiu ajustar a altura do carro até um nível em que temos confiança de passar nas verificações da FIA, mas sem perder downforce desnecessariamente ao deixar o carro muito alto”, seguiu o diretor da Mercedes.
“A partir daí foi um trabalho constante no equilíbrio, para garantir que o carro tenha frente suficiente para contornar as curvas, mas não tanto a ponto de destruir os pneus traseiros. Foi realmente muito útil ter Kimi em tão boa forma na sexta-feira, porque isso certamente ajudou. O aprendizado daquele dia contribuiu para a vitória”, concluiu Shovlin.
A Fórmula 1 retorna entre os dias 17 e 19 de outubro no Circuito das Américas, em Austin, que é sede do GP dos Estados Unidos, a 19ª etapa da temporada 2025.
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