Mercedes revela motivo de problema no câmbio que atrapalhou Hamilton e Bottas: forçou demais para alcançar Ferrari

Tentando acompanhar a evolução da Ferrari, a Mercedes precisou ser arrojada. Ao forçar o rendimento de certas peças, a equipe alemã reconhece que ficou mais propensa às falhas – como do câmbio, que complicou Valtteri Bottas e Lewis Hamilton ao longo dos últimos dois GPs

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A Mercedes se viu com um grande desafio em 2017: acompanhar o ritmo da Ferrari, que cresceu muito e virou forte candidata na briga pelo título. Depois de três anos relativamente tranquilos, a equipe prateada voltou a se ver com uma concorrência verdadeira. E, na missão de acompanhar o desenvolvimento dos rivais, passou a cometer erros: de acordo com a cúpula da equipe, a Mercedes pecou por forçar demais a performance de certas partes do carro.

 
O maior exemplo disso é a caixa de câmbio. O chefe Toto Wolff credita as falhas nos GPs da Áustria e da Inglaterra – que resultaram em punições a Lewis Hamilton e Valtteri Bottas – justamente à decisão de ‘forçar’ o rendimento do carro.
 
“Você sempre tem contratempos quando tenta forçar a barra para manter uma curva de desenvolvimento. Os apoios para cabeça se soltam, as caixas de câmbio quebram porque você tentou extrair toda a performance possível”, apontou Wolff, entrevistado pela revista ‘Autosport’.
A Mercedes começou a forçar o rendimento do câmbio, que não aguentou (Foto: AFP)

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“Andar com certo óleo no câmbio pode te deixar com uma vantagem de performance, pode te dar uma vantagem de peso, pode ter deixar correr com maior agressividade em termos de troca de marcha. E, de vez em quando, você fica confiante demais. Foi isso que aconteceu com nosso câmbio. Provavelmente forçamos demais, e só percebemos isso depois de fazer”, opinou.
 
James Allison, diretor técnico da Mercedes, traz uma explicação mais técnica. E reconhece que a Mercedes foi “arrojada” ao lidar com o câmbio.
 
“Antigamente, você estava em uma marcha, depois você saía dessa marcha e ia para outra. Você ficava transitando de uma marcha para outra. Hoje, você está em uma marcha e passa para outras instantaneamente. Mas, mesmo que isso aconteça de imediato, ainda existe uma série de coisas do câmbio que precisam ficar lentas para chegar na próxima marcha. O jeito ríspido de fazer isso é deixar as peças rasparem. Digo isso não por ser algo que ninguém nunca imaginou. É padrão na F1. A questão é quão arrojado você vai ser com isso”, ponderou.
 
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