Mercedes reverte jogo e Red Bull não ameaça. E Hamilton já mina esperança de Vettel no Japão

Depois de se bater na Malásia e apenas minimizar o prejuízo, a Mercedes conseguiu virar o jogo e voltou à velha forma em Suzuka. A equipe dominou a classificação, e Lewis Hamilton foi infernal. O único revés: a punição de Valtteri Bottas, que agora Sebastian Vettel na primeira fila. Ainda assim, o tricampeão tem uma boa chance de encaminhar de vez o título

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A Mercedes voltou mesmo ao normal em Suzuka e reverteu o jogo a seu favor. O desempenho apresentado na sexta-feira foi confirmado neste sábado (7). Ainda que o terceiro treino livre tenha sido comprometido pelos acidentes com Valtteri Bottas e Kimi Räikkönen, a equipe prateada se revelou mais forte do que aparentava e se estabeleceu facilmente na ponta. Lewis Hamilton, especialmente, se mostrou à vontade, mesmo com o melhor tempo do colega de garagem. Mas a verdadeira performance surgiu de forma clara na classificação.

 
O mesmo Hamilton exibiu, uma vez mais, um ritmo consistente e rápido com os pneus macios – os compostos que devem mesmo ditar a corrida -, enquanto também mostrou extrema velocidade com os supermacios, quando chegou a hora. A pole-position veio em uma volta perfeita e sem erros. Lewis usou toda a habilidade que lhe sobra nestas condições e, sem qualquer pressão, cravou 1min27s319 na última tentativa. A marca ainda entrou para os registros como o novo recorde do circuito, batendo o tempo anterior, que pertencia a Michael Schumacher.
 
O tricampeão saiu realmente satisfeito de dentro do carro #44. Não havia, de fato, o semblante de preocupação que tinha há uma semana, quando também desceu do mesmo W08 com a pole-position no bolso. Desta vez, o resultado se mostrou concreto e mais real. 
Lewis Hamilton celebra a pole (Foto: AFP)

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"Definitivamente, foi uma sessão fantástica", disse o inglês. "Como a equipe fez tudo, a preparação e todo o esforço para fazer tudo funcionar perfeitamente. O time estava totalmente em forma. Eles me colocaram na pista no momento certo para completar as voltas. Não cometi nenhum erro e, a cada volta, fomos melhor. É simplesmente incrível. Esta pista é uma das melhores do mundo e, com esse carro, foi de enlouquecer. E as velocidades são insanas com esse carro. É como uma montanha-russa", completou. 

 
Também foi a primeira vez que Hamilton conquistou uma pole em Suzuka. Mais um fator que amplia a confiança e já dá a chance de encaminhar a vida. "Eu nunca tive essa visão daqui, largar da pole. Trabalhamos muito para que o carro esteja bom também na corrida, essa pista é dura, consome muito os pneus, então estou muito feliz", contou.

Mas sempre uma ponta de cautela: "A última corrida foi um desastre, então o segundo lugar não foi tão ruim. Neste fim de semana, as coisas estão funcionando. Mas a Ferrari será forte. Acho que a estratégia e os pneus serão o ponto chave. Eu estou pronto."

 
A Ferrari, por outro lado, pareceu mais frágil desta vez.  Não conseguiu repetir a atuação de Sepang e ficou perigosamente atrás. Ainda que a esquadra vermelha não tenha o melhor dos rendimentos, a atuação no Japão vem sendo convincente e se não está suficientemente perto da Mercedes, ao menos está à frente da Red Bull – que sempre joga como um ameaçador coringa. Mas nem tudo foi perdido, já que Sebastian Vettel foi capaz de aproveitar o revés inimigo para cavar um lugarzinho na primeira fila.
 
Só que Vettel foi mais lento que Hamilton e também que Valtteri Bottas, mas o finlandês tem uma punição de cinco posições no grid de largada por conta de uma modificação não autorizada na caixa de câmbio. E até por essa percepção, o tetracampeão admitiu que precisou se esforçar para alcançar os rivais. 
Sebastian Vettel tentou o que pode (Foto: Ferrari)
"Tentei de tudo naquela última volta, porque sabia que era necessário assumir mais riscos [para brigar pela pole]. Não funcionou mesmo assim. Eu já sabia que estaríamos na primeira fila por causa da punição de Valtteri", reconheceu o ferrarista, que sabe que o jogo ainda não está tão perdido.

"Nós queremos vencer. Acho que temos um carro forte para isso. Normalmente, nós somos um pouco melhores aos domingos, mas jpa houve domingos em que a Mercedes foi melhor que nós, então não posso fazer nenhuma previsão. Pode ser que agora fique mais quente, e isso mude o equilíbrio do carro. Por isso, espero que ajude também".

 
Portanto, Vettel ainda tem uma chance neste domingo. Uma largada melhor que a de Hamilton pode mudar a história da corrida. Um embate mais acirrado, uma dividida de curva mais intensa também. Mas a Ferraria vai precisar encontrar um ritmo melhor que o da classificação para fazer tudo funcionar. Se não conseguir, ainda terá de lidar com a Red Bull.
 
Após a vitória na Malásia, a equipe austríaca deixou a impressão de que se colocaria como o fiel da balança na briga pelo campeonato e que poderia, até, ajudar Vettel no desafio de tirar pontos de Hamilton. Só que os rubro-taurinos não se mostrou tão forte quanto há uma semana. E a diferença na classificação foi abismal. Melhor dos energéticos, Daniel Ricciardo tomou quase um 1s de Hamilton. Ou seja, a esquadra deixou, ao menos por enquanto, o posto de ameaça real.
 

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"Eu e Max nos forçamos ao limite”. Essa frase resume a sessão decisiva da Red Bull. Mas é uma frase que gera alguma expectativa diferente para amanhã. “A largada vai dizer muito sobre a prova, pois é difícil ultrapassar aqui. Arrumamos meu carro especialmente para a corrida, então espero que isso ajude. Eu saio do lado bom, livre, então acho que isso me dá a chance de competir com os líderes", explicou.
Daniel Ricciardo sai à frente de Max Verstappen (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
A largada será um momento decisivo, de fato. É a chance de Vettel trazer vida à corrida, para tentar ainda se manter vivo na briga contra Hamilton, embora a possibilidade do inglês ainda cruzar em segundo seja enorme, o que também não reduziria as chances de um novo título para o britânico. Daí a necessidade de uma Red Bull. 
 
De qualquer jeito, diante da pole deste sábado, Hamilton praticamente mina qualquer esperança adversária.



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