Mercedes vê teto orçamentário “bom para disciplina” na F1: “Haverá mais equilíbrio”
Chefão da Mercedes, Toto Wolff lembrou que quem tem muito dinheiro não está feliz com as novas regras da F1, mas explicou que a política de teto orçamentário é positiva para audiência na F1
Em setembro de 2016, quando o Liberty Media tomou o controle da Fórmula 1, o principal objetivo dos novos donos era que a categoria fosse mais atraente para os jovens, assim como acontece nas ligas esportivas norte-americanas. E uma das formas de promover um maior entretenimento foi a introdução do teto orçamentário, que tem o intuito de aproximar as equipes e deixar a disputa mais equilibrada, assim como acontece na NBA e na NFL.
Em vigor desde o ano passado, o limite de gastos para 2022 é de US$ 140 milhões (aproximadamente R$ 790 milhões), cerca de US$ 5 milhões (próximo dos R$ 30 milhões) a menos em comparação à 2021.
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Apesar de exigir uma adaptação e sabedoria nos investimentos às equipes maiores, principalmente em um ano marcado por uma grande mudança no regulamento, a nova política é vista como positiva pelo chefe da Mercedes, Toto Wolff, mesmo diante da ameaça do fim do amplo domínio na categoria.
“Acho que isso é bom para a disciplina. O Super Bowl não é sempre ganho pelo mesmo time. Obviamente, as equipes de F1 que tinham muito dinheiro para investir não estão muito felizes com essa vantagem sendo tirada, mas haverá mais equilíbrio. Não haverá mais equipes começando com uma liderança ampla”, disse o austríaco à agência de notícias alemã Sid.

Para a categoria, o equilíbrio que o teto orçamentário promove junto com as ações de entretenimento que a Fórmula 1 oferece desde 2017, com destaque para a série documental “Drive to Survive”, da Netflix, deve manter um ganho de audiência entre os jovens, assim como acontece com os esportes praticados nos EUA.
“Já no último ano atraímos fãs com média de idade menor do que o habitual”, destacou Wolff. “Desde que o coronavírus não nos atinja novamente com extrema violência, em 2022 teremos uma segunda corrida em Miami e, em 2023, também poderá haver uma terceira nos EUA. Tudo nos faz olhar para o futuro com otimismo”, concluiu.
Na próxima sexta-feira (18), o chefe da Mercedes volta à cena para o lançamento do novo carro, o W13. Além da expectativa sobre como será o bólido, há também a ansiedade para saber como será a relação entre Lewis Hamilton e George Russell dividindo a garagem da equipe alemã neste ano.
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