Mercedes assume “má interpretação” de novas regras da F1: “Erramos como equipe”

Toto Wolff falou ao jornal britânico The Times sobre a dificuldade que a Mercedes teve em conseguir trabalhar com o W13 o mais próximo possível do chão, deixando de aproveitar, com isso, o ganho de performance decorrente da volta do efeito-solo

A Fórmula 1 2022 trouxe uma mudança no regulamento técnico que foi determinante para tirar a Mercedes de um domínio que já durava oito temporadas consecutivas, desde o início da era híbrida na categoria. E depois de muito brigar para tentar entender o seu revolucionário e controverso W13, Toto Wolff reconheceu que o time errou na interpretação das novas regras.

O chefão das Flechas de Prata deu uma longa entrevista ao jornal britânico The Times e explicou que o principal problema da equipe alemã foi não ter conseguido descer a altura do carro o bastante para aproveitar o ganho aerodinâmico com a volta do efeito-solo à categoria. A Mercedes precisou subir bastante a altura do bólido por conta dos quiques, o que comprometeu as performances de Lewis Hamilton e George Russell na pista.

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Toto Wolff assumiu o erro da Mercedes com o novo regulamento (Foto: Mercedes AMG-F1/Steve Etherington)

“Nós compreendemos a física de forma errada”, explicou Wolff. “Não é um mito. Interpretamos mal algumas partes do regulamento. Demos muita ênfase em buscar desempenho com um carro que deveria ser grudado ao chão, muito baixo. Mas não conseguimos descer tanto, porque [o assoalho do carro] estava batendo no chão”, acrescentou.

“Tivemos de subi-lo, o que mudou as coisas. Parece uma explicação trivial, mas essa é a realidade”, completou Toto.

Após as atualizações levadas para Barcelona, a Mercedes conseguiu solucionar o porpoising, porém os quiques passaram a ser provocados pelo bouncing, decorrentes da rigidez do carro. O único fim de semana em que a base em Brackley teve um vislumbre da performance do passado foi em Interlagos — muito mais pelas características do circuito somadas à surpreendente queda de performance da rival Red Bull.

Wolff foi questionado pela publicação se, ao olhar para a temporada passada, sente falta de ter interferido mais no processo de desenvolvimento do carro, mas defendeu a capacidade de todos em cada área de trabalho na Mercedes. Nem por isso, contudo, deixou de assumir a culpa pela queda do time.

“Tivemos sorte em ganhar oito títulos seguidos de construtores, o que é sem precedentes. E isso é pelo fato de termos capacitado o time. Se eu começasse a me meter em decisões técnicas após uma sequência tão vitoriosa, seria estranho”, disse.

“Nesse estágio, estou no modo observador. Tento orientar a partir de uma perspectiva humana. Há algum recurso adicional que precisamos? Dito isso, sou o responsável como CEO e co-proprietário. E nós, como equipe, erramos”, concluiu Wolff.

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