Mesmo com apoio da FIA, proposta de volta do reabastecimento deve ser descartada na F1, revela revista

A proposta de retorno do reabastecimento na F1 deve cair por terra. A informação é da revista inglesa ‘Autosport’. Os custos com a reintrodução do procedimento são a maior preocupação das equipes, seguem estudando, junto com a FIA, maneiras de tornar as corridas mais atraentes

A F1 não vai prosseguir com os estudos para o retorno do reabastecimento. A informação é da revista inglesa 'Autosport'. Na semana passada, Jean Todt, presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), revelou que o procedimento estava de volta à agenda do Mundial. 
 
Porém, após uma reunião com o Grupo de Estratégia e também com a Comissão de F1, entende-se que a imposição do reabastecimento vai causar um grande impacto nos custos das equipes. A última vez que se tentou reativar o recurso foi no ano passado, como parte das ideias para o regulamento de 2017, que visa melhorar o espetáculo e recuperar popularidade.

A proposta foi encarada com bons olhos pelos pilotos, mas os times não concordaram. Mais uma vez, os gastos falaram mais alto.

Reabastecimento da Red Bull de David Coulthard em Barcelona, 2008 (Foto: Red Bull/Mathias Kniepeiss)
A ideia, então, ressurgiu neste mês. Todt tratou de minimizar os efeitos em termos de gastos, sugerindo um custo de € 50 mil (algo em torno de R$ 220 mil) por equipe a cada ano. 
 
Só que alguns dirigentes têm opiniões contrárias, como o diretor-técnico da Williams, Pat Symonds. Para o inglês, a adoção do reabastecimento pode representar um aumento significativo de valores. "É preciso ter cuidado com a desinformação", afirmou.
 
"Jean Todt falou em um custo de € 50 mil por ano. Isso está muito além e é preocupante. Só os custos de frete para o transporte dos equipamentos ficam em torno de € 230 mil (ou aproximadamente R$ 1 milhão). Além disso, é necessário em torno de € 200 mil para comprar o kit no primeiro ano em curso. E aí temos de ter pessoas designadas para cuidar de tudo", explicou o diretor.
 
Symonds ainda entende que a volta do reabastecimento também terá um impacto negativo nas corridas. "No momento, podemos determinar uma estratégia antes das provas e, em seguida, podemos ter uma visão mais tática quando chegamos ao GP. Agora, se você trabalha com reabastecimento, você coloca combustível para 24 voltas e aí se precisar parar antes, será prejudicado. Na verdade, é um retrocesso", decretou.
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