Mesmo no caos, Alonso prega confiança em “grande vencedora” Renault no momento em que Honda enfim parece se acertar

Fernando Alonso tanto quis que conseguiu fazer a McLaren encerrar o contrato com a Honda, que nas últimas temporadas não foi capaz de entregar a competitividade alarmada no início da reedição da parceria entre as duas marcas. Para 2018, a equipe inglesa terá os motores da Renault, que hoje estão no centro de uma controvérsia por conta da frágil confiabilidade

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Se há uma pessoa no grid da F1 que não vê a hora de a temporada acabar essa pessoa é Fernando Alonso. O espanhol tanto ‘causou’ em 2017 que provocou não só uma quebra de contrato na McLaren como também desencadeou uma série de outros movimentos, como a saída de Carlos Sainz da Toro Rosso para a Renault e o novo vínculo entre a equipe de Faenza e a Honda. Insatisfeito e sem qualquer crença em um passo à frente do motor japonês, o bicampeão do mundo também articulou nos bastidores o fim antecipado do acordo entre a gigante nipônica e a esquadra inglesa, além do novo acordo com a montadora francesa. Então, é natural que o piloto de 36 anos esteja agora desejando mais do que nunca que o campeonato realmente termine para começar a se concentrar em 2018.

 
Só que a marca gaulesa se encontra agora no centro das atenções por conta de uma série de falhas que expuseram toda a fragilidade de seus motores. Ao longo do ano, a principal parceira, a Red Bull, enfrentou vários contratempos que tiraram Max Verstappen de corridas em ao menos três oportunidades. O mesmo aconteceu com Daniel Ricciardo. Os próprios carros da equipe da Renault também se encontraram fora por danos na unidade, mas o que deixou o problema bastante evidente foi o que aconteceu com a Toro Rosso.
Fernando Alonso (Foto: McLaren)
Nesta segunda parte do campeonato, a irmã caçula da esquadra dos energéticos se viu em apuros com abandonos seguidos e mudanças constantes nos elementos do motor, o que, como é de conhecimento público, acarreta punições com a perda de posições no grid. Por essa razão, o time de chefiado por Franz Tost também teve dificuldade em avaliar seus jovens pilotos para a escolha da dupla de 2018.
 
E as falhas foram tão gritantes que uma troca de críticas entre Toro Rosso e Renault acabou em uma discussão pública entre Cyril Abiteboul, diretor-esportivo da Renault, e Helmut Marko, consultor da Red Bull, em pleno paddock de Interlagos. Ali se deu o auge. Isso porque Abiteboul culpou a equipe pelos problemas. A resposta foi imediata e aí a crise. 
 
Mais tarde, é bem verdade, a Red Bull tentou contornar a situação e amenizar as palavras mais duras, a fim de tentar evitar as ameaças e também fechar o contrato de uma forma minimamente civilizada. 
 

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Diante disso tudo, Alonso não saiu do circuito paulistano sem responder perguntas sobre a expectativa que tem com relação ao futuro da nova parceria McLaren-Renault. O asturiano garantiu que “zero dúvidas” sobre o potencial dos franceses. E acrescentou: “A Renault tem um dos melhores motores do grid, é a fornecedora de motor mais vencedora e bem-sucedida da F1 nos últimos dez ou 15 anos."
 
A confiança de Fernando é justificada, especialmente diante dos resultados obtidos pela Red Bull, que foi capaz de assegurar pódios e três vitórias em um ano de domínio de Mercedes e Ferrari. Ainda que em pesem todas as falhas, a marca do losango evoluiu mais do que a Honda, e isso parece não haver dúvidas, principalmente porque os japoneses também tiveram seus dias de tempestades com trocas seguidas de motor e punições. 
 
Acontece que é curioso perceber nesta reta final de temporada que a Honda vive uma fase, de fato, mais competitiva diante de tudo que passou ao longo do ano. Todo o esforço nipônico para melhorar o motor parece ter colocado a montadora em uma direção correta. As mudanças de peças e novas versões seguiram nesta metade final da temporada, mas a unidade em si já se mostra mais forte – embora a potência ainda seja o grande calcanhar de Aquiles dos nipônicos –, permitindo provas de recuperação e duelos como os que aconteceram entre Alonso e Lewis Hamilton no México, Felipe Massa e o mesmo espanhol em Interlagos.
 
Até por isso, Alonso garantiu que o ambiente dentro da McLaren nestas semanas finais de parceria não poderia estar melhor. "Na verdade, as últimas corridas com a Honda têm sido muito normais. Há um bom ambiente e está tudo bem entre nós."

Agora, para temporada 2018, será interessante acompanhar a relação que Alonso terá com os franceses, especialmente diante da história que compartilham de títulos e vitórias. Tudo, porém, vai depender de como a Renault vai ser do caos em que está. 

MELHOR DE 2017

COM TÍTULO EM TEMPORADA DIFÍCIL, MÁRQUEZ É PILOTO DO ANO

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