Diretor de prova da F1 descarta “grandes mudanças” por segurança em Jedá para 2022

Michael Masi disse não ver necessidade de se fazerem alterações de grande porte na pista da Arábia Saudita, que gerou reclamações dos pilotos por alto nível de periculosidade

F1 NA ARÁBIA: HAMILTON VENCE, VERSTAPPEN 2°: EMPATE NA DECISÃO | Briefing

Após a disputa do primeiro GP da Arábia Saudita de Fórmula 1, vencido por Lewis Hamilton, da Mercedes, no último domingo (5), a segurança da pista foi colocada em cheque por alguns pilotos. Notadamente George Russell, que abandonou a corrida, e Lando Norris, que terminou em décimo, criticaram os perigos envolvidos em um traçado tão rápido e estreito ao mesmo tempo. O diretor de provas da FIA, Michael Masi, discorda. Para ele, algumas pequenas mudanças devem ser feitas na pista de Jedá, mas nada que seja de grande significado.

“Acho que fizeram um grande trabalho construindo essas instalações impressionantes em um curto espaço de tempo, o que é um crédito para todos os envolvidos”, disse. “Existem alguns acertos que vão acontecer. Houveram alguns problemas iniciais, sendo um evento totalmente novo, instalações novas, e todas essas coisas. Farão alguns pequenos ajustes, mas nada em grandes proporções, pelo que vejo aqui e agora”, salientou.

Chefe de equipe da Alpine, Marcin Budkowski seguiu na mesma linha de Masi. O dirigente lembrou da primeira vez que pisou no Circuito de Baku, no Azerbaijão, outra pista de rua da Fórmula 1 que levantou polêmica na época da inauguração pelas curvas ortodoxas presentes no traçado.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2

Traçado da Arábia Saudita obriga pilotos a andarem muito próximos às paredes do circuito, em altas velocidades (Foto: Williams)

Conheça o canal do Grande Prêmio no YouTube! Clique aqui.
Siga o Grande Prêmio no Twitter e no Instagram!

“Na primeira vez que andei em Baku, eu estava trabalhando pela FIA”, contou. “Eu andei em uma quarta-feira, e fui direto ao escritório do Charlie [Whiting, ex-diretor de provas da FIA] e disse: ‘Você tem certeza disso, Charlie? Você que regulou isso’. Tive um pouco do mesmo sentimento na quinta. Sinto que é bom, algumas curvas são complicadas, mas é algo que pode ser olhado para 2022/2023”, destacou Budkowski, antes de pontuar que as equipes não perguntam aos pilotos se eles se sentem seguros.

“Você pode conversar sobre isso depois que o final de semana passou, mas você não pergunta ao piloto se ele se sente seguro antes de um fim de semana de corrida, não é a melhor coisa a se fazer”, afirmou. “Certamente, é uma pista desafiadora”, encerrou.

Chefe da McLaren, Andreas Seidl também deu seu ponto de vista sobre o traçado de Jedá, que gerou reclamações de um de seus pilotos. Lando Norris afirmou que “não havia necessidade de o circuito ser assim, com os carros de F1 atuais e as velocidades que conseguem atingir”. O dirigente da equipe de Woking vê a situação de outra forma, mas concorda que no momento em que um acidente de grandes proporções acontecer, a conversa será outra.

“Quando você escuta o som dos pilotos fazendo voltas rápidas aqui, fica claro que certo nível risco fica envolvido pelas paredes estarem tão perto e com o desenho da pista”, opinou. “Ainda acho que é um risco gerenciável, para ser honesto. Claro que, como Lando [Norris] disse, quando acontecer um acidente, todos discutirão de forma diferente”, encerrou.

Verstappen diminuiu a velocidade no meio da pista e foi atingido por Hamilton em Jedá (Vídeo: Reprodução/F1TV)
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube

Saiba como ajudar