Diretor da F1 vê punições justas e discorda de Wolff: “Todos correm com as mesmas regras”

Michael Masi rebateu as alegações de Toto Wolff, chefe da Mercedes que questionou as punições relacionadas à troca de motores, e argumentou que as regras são as mesmas para todas as equipes

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Após sete anos de puro domínio na era híbrida da Fórmula 1, a Mercedes encara em 2021 um novo problema: as punições devido às trocas de motores da equipe na temporada. Valtteri Bottas recebeu punições em três das últimas cinco corridas, enquanto Lewis Hamilton perdeu a pole que anotou na Turquia por troca de componente na unidade depotência. Recentemente, o chefe da equipe alemã, Toto Wolff, havia questionado o regulamento que pune os times por trocarem suas unidades. E o diretor de provas da F1, Michael Masi, respondeu ao dirigente.

“Todas as equipes correm com as mesmas regras” disse o diretor de provas ao portal GPFans. “Todas elas sabem quantas unidades de potência, quantas caixas de câmbio, quantos elementos, exaustores, enfim, vão ter, então todos estão no mesmo nível de entendimento sobre o que podem fazer”, afirmou.

Hamilton usa seu quarto motor de combustão interna na temporada, mesmo número de Max Verstappen, que precisou fazer uma troca emergencial depois da batida entre os dois no GP da Inglaterra, quando uma rachadura foi encontrada na unidade de potência do holandês. Masi acredita que todas as equipes vão buscar vantagem sobre as outras, por isso a necessidade de o regulamento limitar as trocas.

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Valtteri Bottas usou seu sexto motor de combustão interna no GP dos Estados Unidos (Foto: Mercedes)

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“Como qualquer equipe, particularmente na luta pelo campeonato, você vai sempre tentar ter o máximo de competitividade que conseguir, sejam melhorias na unidade de potência, ou na parte aerodinâmica, caixa de câmbio, qualquer que seja”, explicou.

Chefe da Mercedes, Wolff havia relembrado o início da Honda na era híbrida, quando ainda fazia parte do conjunto da McLaren e apresentava diversos problemas de confiabilidade durante treinos e corridas. “Acho que provavelmente é como a Honda antigamente, que você está em uma situação que está indo muito mal e você precisa mudar partes do motor ou completar a unidade de potência. Você não deveria ser penalizado toda corrida a ir para o fundo do grid ou perder dez posições”, opinou.

Em resposta, Masi lembrou que os times participam da confecção do regulamento antes de entrar em vigor. Atualmente, a troca para uma quarta unidade de ICE, por exemplo, faria o piloto perder 10 posições no grid de largada. A partir do quinto motor, a punição passa a ser de cinco posições.

“Obviamente, eu não estava na função nessa época. Mas eu lembro do antigo sistema de punições de motor, e se me recordo corretamente, era algo como a perda de 60 posições no grid. Então tudo foi arrumado de acordo com essa base. Precisamos lembrar que o regulamento relacionado aos motores existe há alguns anos, é consistente e foi desenvolvido junto aos times, a FIA e a F1. Não é de um jeito e pronto, é coletivamente desenvolvido e acordado antes de ser implementado”, encerrou.

A Fórmula 1 volta a acelerar entre os dias 5 e 7 de novembro, com o GP do México. Atualmente, Max Verstappen ocupa a liderança da tabela de classificação, com 287,5 pontos, 12 a mais do que seu concorrente pelo título, Lewis Hamilton. Entre os Construtores, é a Mercedes que está em 1º lugar, 23 pontos à frente dos taurinos.

Daniel Ricciardo acelera o carro de Dale Earnhardt Sr. neste sábado em Austin (Vídeo: F1)

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