Mídia italiana detona Ferrari por “domingo mortal” na Hungria: “Que dor para Maranello”

A imprensa italiana repercutiu de forma negativa a jornada da Ferrari no fim de semana de GP da Hungria. Jornais locais ressaltaram que tanto Sebastian Vettel como Charles Leclerc tomaram uma volta de Lewis Hamilton, descrito pelo La Gazzetta dello Sport como o “Pac-Man que come as bolinhas vermelhas”, fazendo alusão aos carros da escuderia de Maranello

“A crise é clara”. Foi assim que o jornal La Gazzetta dello Sport, um dos mais importantes da Itália, iniciou a abordagem sobre o fim de semana da Ferrari no GP da Hungria de Fórmula 1. A escuderia de Maranello desenvolveu atualizações para a SF1000 em Hungaroring, conseguiu um resultado mais alentador em ritmo de classificação ao posicionar Sebastian Vettel em quinto e Charles Leclerc em sexto no grid. Entretanto, na corrida, a falta de performance se somou a erros de estratégia, o que refletiu em cores vivas o cenário de crise.

Vettel terminou em sexto, uma volta atrás do vencedor, Lewis Hamilton. Leclerc foi pior: apenas 11º, superado até mesmo pela Haas de Kevin Magnussen, que se manteve na zona de pontuação mesmo com uma punição anunciada horas depois da bandeirada final.

O diário La Repubblica foi o que pegou mais leve no tom crítico sobre a jornada da escuderia no circuito magiar. “Os caras de vermelho seguem com problemas. Ferrari? Na parte de trás e levando volta. Sebastian Vettel, preso no tráfego, termina em sexto e decepcionado. Pior para Charles Leclerc, 11º e sem pontos, e também sofre por uma estratégia diferente de pneus dos demais e, no fim das contas, ele também é superado pelo seu futuro companheiro de equipe, Carlos Sainz”.

Desta vez, Sebastian Vettel foi poupado de críticas por parte da imprensa italiana (Foto: Ferrari)

Já o Corriere dello Sport foi mais contundente e mostrou a faceta apaixonada e visceral da imprensa italiana, chegando a fazer uma alusão curiosa a Hamilton.

“Um domingo mortal, justamente na corrida em que a Ferrari deveria ter dado um salto de qualidade graças aos avanços técnicos. Tudo está errado, tudo deve ser refeito. Hamilton parecia o monstrinho do Pac-man que come as bolas vermelhas. A Ferrari não foi competitiva”, opinou o periódico.

O tetracampeão, alvo recente de críticas por parte da mídia italiana, desta vez escapou ileso, mas seu companheiro de equipe também foi poupado. “Vettel teve bom desempenho, mas terminou uma volta atrás. E Leclerc teve grandes dificuldades”, continuou.

O La Gazzetta dello Sport, um dos jornais esportivos mais importantes da Itália e da Europa, foi mais analítico ao ressaltar o cenário quase de terra arrasada na Ferrari, que parece não ter uma solução a curto prazo para reagir e sair da crise.

“A Hungria revelou uma crise mais estrutural em Maranello. A crise é clara, com um carro que está a mais de 1s do melhor, obrigado a perseguir não apenas Mercedes e Red Bull, mas também McLaren e Racing Point, que estão à frente no Mundial de Construtores. Retrocesso terrível para uma equipe que no ano passado venceu três corridas e que agora, apesar de um ousado GP da Áustria com Leclerc em segundo, vê o pódio muito longe”, analisou o jornal.

Mattia Binotto
Mattia Binotto é cobrado a impor mudanças drásticas na organização da Ferrari (Foto: Ferrari)

“Um calendário tão curto não dá muito tempo, a competição não espera. [Mattia] Binotto espera respostas de Maranello, e os líderes técnicos tremem. Hungaroring deixou claro o quão caloroso pode ser o verão da Ferrari se não houver uma mudança rápida. Momento ruim para a Ferrari, que tem de reagir diante de uma situação técnica inferior na comparação com Mercedes, Red Bull e Racing Point, como ficou demonstrado no GP da Hungria. Os carros vermelhos levaram uma volta, e o restante da temporada promete ser complicada. A Ferrari está longe”, estampou o La Gazzetta dello Sport em suas páginas.

“A Scuderia voltou a decepcionar. O fim de semana prometia ser difícil, sabíamos disso, embora seja sempre difícil quando se trata da Ferrari. O problema dos pneus foi acrescido à lacuna técnica. Depois que todo mundo largou com os intermediários, o pit-lane da equipe decidiu colocar pneus macios para Leclerc e médios para Sebastian, condenando assim Charles a uma corrida sofrida e a um segundo pit-stop, que o obrigou a andar ainda mais na parte de trás”, complementou o jornal que, em tom dramático, encerrou sua análise.

“Só estamos na terceira corrida, mas que dor para Maranello”.

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