Na expectativa por “enorme batalha” contra McLaren e Renault, Force India mantém “boa base” em carro de 2018

O Halo vai ser uma das poucas mudanças no novo carro da Force India, que deve ser apresentado em Barcelona um dia antes do início dos testes de pré-temporada. Mas Andy Green, diretor-técnico da equipe de Silverstone, disse que o modelo não vai ter tantas modificações na comparação com o VJM10. Tudo para se manter forte contra duas grandes adversárias em potencial

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Motor Mercedes, dois pilotos talentosos e muito capazes e um carro bastante confiável. É com essa tríade que a Force India se consolidou como a quarta melhor equipe da F1 nos dois últimos anos. A base está mantida para um 2018 que promete ser desafiador, uma vez que, se a Williams não parece ser uma rival à altura em razão da falta de experiência de Sergey Sirotkin e Lance Stroll, McLaren e Renault despontam como grandes adversárias em potencial.

 
Uma das fortalezas é o carro. No ano passado, o VJM10 ajudou Sergio Pérez e Esteban Ocon a terminar em sétimo e oitavo, respectivamente, sendo a melhor dupla depois dos pilotos das três melhores equipes do grid. Assim, a escuderia de Silverstone não pretende mudar muito a boa base que é o chassi para a temporada deste ano.
 
O novo carro, ainda sem nome definido e com previsão de ser apresentado no próximo dia 25 em Barcelona, vai ter poucas modificações em relação ao VJM10. Uma delas é o Halo, peça obrigatória adotada pela F1 a partir deste ano. 
A Force India avisou que vai manter a base no carro para a temporada 2018 da F1 (Foto: Force India)
Mas a tendência é que, no geral, o novo carro não tenha tantas mudanças significativas, assim como a Haas, que apresentou seu VF-18 na última quarta-feira.
 
“O Halo significa que você precisa fazer grandes mudanças. Então nós vamos tentar estar numa condição bastante semelhante a que tínhamos com nosso carro antigo no começo dos testes. O carro novo é um pouco mais elegante, mas visualmente muito parecido com o do ano passado”, comentou Andy Green, diretor-técnico, em entrevista à revista alemã ‘Auto Motor und Sport’.
 

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“Queremos estar em Barcelona com um carro que nós sabemos que funciona. Deve ser uma boa base para a qual possamos começar a desenvolver com grandes passos”, acrescentou o engenheiro.

 
Na visão do chefe-adjunto Bob Fernley, é fundamental manter uma boa base para ter chances de lutar contra McLaren e Renault, que têm maior orçamento e, portanto, maior potencial de desenvolvimento em relação à Force India. “Elas são uma ameaça significativa, e precisamos levá-las a sério. As três equipes vão travar uma enorme batalha”, previu.
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