Na Garagem: altitude colabora de novo, e Arnoux vence pela 2ª vez na seguida

Nos primeiros anos da Era Turbo, a Renault se acostumar a ter um carro rápido, mas nem sempre vencer. O que às vezes ajudava era a altitude, e foi assim que René Arnoux conquistou as duas primeiras vitórias de sua carreira

René Arnoux tem sete vitórias na carreira no Mundial de F1. Quatro com a Renault entre 1980 e 1982 e outras três com a Ferrari em 1983. As duas primeiras tiveram um ponto em comum: a altitude.
 
A primeira vez de Arnoux no alto do pódio foi em Interlagos, em 1980, cerca de 800 metros acima do nível do mar. A segunda, 40 dias depois em Kyalami, na África do Sul. A pista fica nos arredores de Joanesburgo, que tem uma altitude ainda maior: são mais de 1700 metros.
 
E como isso ajudou tanto Arnoux e sua Renault? Eram os primeiros anos da Era Turbo, e a montadora francesa, pioneira, já investia em um motor do tipo. O problema era que o propulsor era beberrão e pouco confiável.
 
A Ferrari foi a segunda a aderir à fórmula, naquele mesmo ano de 1980, porém ainda tinha motores aspirados na passagem por Kyalami. Resumindo: só a Renault tinha um motor turbo no início da temporada.
 
O que acontecia era que, na altitude, os motores aspirados perdiam potência enquanto os turbo seguiam praticamente inabalados. O resultado foi que Jean-Pierre Jabouille fez a pole e Arnoux completou a primeira fila. Nelson Piquet, terceiro colocado com a Brabham, ficou gritantes 1s87 atrás.
A Renault de René Arnoux na temporada 1980 da F1 (Foto: Forix)
Era questão de levar o carro até o fim. Eles mantiveram a frente na largada e dispararam, deixando Jacques Laffite longe com sua Ligier na terceira colocação. Jabouille liderou até a volta 62 de 78, quando abandonou devido a um pneu furado. Arnoux herdou a ponta e apenas completou as voltas que restavam para receber a bandeirada com 34s de vantagem para Laffite.
 
O pódio 100% francês foi completado por outro piloto do país: Didier Pironi, colega de Laffite na francesa Ligier.
 
Passadas três corridas, Arnoux liderava o campeonato com cinco pontos a mais que Alan Jones e nove de vantagem para Piquet. Só que a Renault não aguentaria o tranco e sequer brigaria pela taça. Arnoux somou apenas mais 11 pontos nas 11 provas seguintes e fechou o campeonato em sexto lugar, bem longe do campeão Jones com a Williams de motor Ford-Cosworth aspirado. 
 
Para a Ferrari, a outra equipe com motor turbo, foi a pior temporada em sua história na F1: só o décimo lugar no Mundial de Construtores.
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