Na Garagem: Andretti se torna primeiro norte-americano a vencer em casa na F1

Mario Andretti fez história num 3 de abril como hoje, 40 anos atrás. Foi no GP do Oeste dos Estados Unidos, em 1977 na pista de Long Beach, que o patriarca da família Andretti se tornou o primeiro - e até hoje o único - piloto norte-americano a vencer um GP próprio da F1 nos Estados Unidos. Num momento de ressaca sombria da F1 pelas mortes de Tom Pryce e José Carlos Pace, Andretti, Niki Lauda e Jody Scheckter protagonizaram uma batalha memorável na pista californiana

 

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Por 56 vezes a F1 correu GPs nos Estados Unidos em toda a história. Apenas uma, porém, terminou com um piloto da casa no degrau mais alto do pódio. O GP do Oeste dos Estados Unidos de 1977, disputado em Long Beach no dia 3 de abril daquele temporada, completa 40 anos nesta segunda-feira. Há exatos 40 anos, Mario Andretti levantava 60 mil torcedores e fazia história. 

 

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Antes disso, por 11 anos as edições das 500 Milhas de Indianápolis fizeram parte do calendário da F1 – e em todas essas edições norte-americanos venceram -, mas num esquema completamente diferente. Nunca foi um GP e nem era disputado com carros de F1. Completamente diferente, portanto.

 
Em 1977 seriam duas provas nos Estados Unidos: os GPs do Oeste, em Long Beach, e do Leste, em Watkins Glen. Andretti estava de volta à Lotus, onde havia estado dois anos antes e vencido uma corrida, o GP do Japão de 1975. Começou aquele ano com um quinto lugar na Argentina, mas problemas na ignição e uma batida o tiraram das duas corridas seguintes. 
 
Quando a F1 chegou aos Estados Unidos, porém,  sentimento era estranho. O brutal acidente fatal de Tom Pryce na África do Sul seguido pelo desastre aéreo que matou José Carlos Pace na sequência deixaram o clima um tanto quanto mórbido. A maior parte dos pilotos havia se encontrado depois da morte de Pace para a Corrida dos Campeões, em Brands Hatch, mas Long Beach representava o primeiro fim de semana real pós-tragédias e com a F1 tentando se reencontrar. 
Mario Andretti em Long Beach (Foto: Reprodução/Twitter)
Sem Pace, a Brabham tinha John Watson e mais ninguém. Bernie Ecclestone, então chefe da equipe, tentou James Hunt, atual campeão mundial àquela altura, e ganhou um 'não'. Acabou contratando o alemão Hans-Joachim Stuck.
 
A corrida começou com uma fuga dos três primeiros colocados. Jody Scheckter passou Andretti e o pole-position Niki Lauda para tomar a ponta. Andretti e Lauda passavam um ao outro, mas foi o americano quem se deu melhor no jogo de gato e rato. Durante boa parte das 80 voltas, a diferença entre Scheckter e Andretti se manteve entre 0s5 e 3s, com tráfego dos retardatários desempenhando um papel fundamental.
 
Na 73ª de 80 voltas, os três primeiros colocados estavam disputando quase colados. Scheckter, da Wolf, Andretti, da Lotus, e Lauda, da Ferrari, se aproximavam de um final que tinha tudo para ser impressionante. Até que o sul-africano começou a ter dificuldades de controlar o carro por conta de um pequeno rasgo no pneu dianteiro direito. Após algumas voltas, no giro 77, enfim, depois de 1h45min de tentativa, Andretti assumiu a ponta. Lauda passou também.
 
Rapidamente, num ritmo mais forte, a Lotus de Andretti deixou a Ferrari de Lauda e partiu para completar a corrida. Após 80 voltas, Mario Andretti se tornava o primeiro norte-americano a amarrar uma vitória num evento primordialmente da F1. Era também a primeira vitória do histórico carro-asa, se utilizando do efeito-solo, a mais famosa novidade levada à F1 por Colin Chapman. Lauda e Scheckter completaram o pódio, enquanto Patrick Depailler (Tyrrell), Emerson Fittipaldi (Fittipaldi) e Jean-Pierre Jarier (Penske) completaram a zona de pontuação.
Mario Andretti saiu vitorioso de Long Beach (Foto: Reprodução/Twitter)
A vitória do ídolo local fez a F1 ser alçada naquele momento a outro patamar no país. Tanto que o criador da prova, Chris Pook, acabou assinando um contrato com a rede de TV norte-americana CBS na sequência. Andretti já havia vendo as 500 Milhas de Indianápolis em 1969 e as 500 Milhas de Dayona de 1967. Naquele 1977, Andretti ainda venceria os GPs da Espanha, França e Itália – e seria segundo em Watkins Glen, atrás de Hunt -, terminando a temporada com o terceiro lugar geral. Permaneceu na Lotus para se tornar campeão mundial no ano seguinte.
 
Em entrevista recente ao site da F1, Andretti falou sobre a vitória de 40 anos atrás. "Vencer qualquer corrida é um momento a se destacar, mas existe algo diferente em ganhar a corrida da sua casa – e obviamente minha outra corrida de casa, em Monza", disse, se referindo também à família italiana. 
 
Andretti deixou a F1 em 1982 após ter conquistado um título, 12 vitórias e 18 pódios. 

 

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