Na Garagem: no dia das declarações de guerra, Tazio vence última grande corrida

A Inglaterra e a França declararam guerra à Alemanha em 3 de setembro de 1939. No mesmo dia, em Belgrado, Tazio Nuvolari surpreendeu e venceu a última grande prova do automobilismo

Antes de existir o Mundial de F1, provas importantes aconteciam espalhadas ao longo do ano pela Europa. As importantes marcas e pilotos da época eram presença garantida, e Mercedes e Auto Union tornaram-se as forças dominantes na década de 1930.

 
Ao mesmo tempo, um nome se destacou no período: Tazio Nuvolari. Sua última vitória em uma prova de peso se deu em um dia 3 de setembro, no ano de 1939. O dia, o mesmo em que Inglaterra e França declararam guerra à Alemanha devido à invasão da Polônia, representou o fim de uma era nas corridas.
 
Que o clima era tenso, era óbvio — já de muitos meses. Até por isso, equipes e pilotos estavam todos precavidos em Belgrado, no Reino da Iugoslávia. A maior parte dos membros das equipes sequer fazia outro caminho que não do hotel para o circuito e vice-versa.
Tazio Nuvolari desce do seu Auto Union após a última vitória da carreira (Foto: Reprodução)
Ordens expressas partiram de Adolf Hühnlein, membro do alto escalão do regime nazista, para que se competisse. O piloto Manfred von Brauchitsch chegou a tentar escapar, indo para o aeroporto no domingo de manhã, mas o chefe da Mercedes, Alfred Neubauer, foi buscá-lo.
 
A largada se deu no fim de uma tarde quente diante de mais de 75 mil pessoas. Nuvolari, que só chegou no sábado, acabou vencendo com a Auto Union após 50 voltas, aproveitando infortúnios dos principais rivais. Não houve grande festa, mas o vencedor foi recebido no pódio pelo príncipe-regente Paulo.

A partir de então, nenhum outro GP aconteceu. Uma última edição da Mille Miglia foi realizada em 1940. Já o GP de Belgrado não chegou a ser retomado com a Iugoslávia ficando do lado de lá da Cortina de Ferro ao final da guerra, na zona de influência soviética.

Terminada a guerra, Tazio chegou a competir em algumas provas e vencer, mas não nas etapas mais importantes. Sua última largada foi em abril de 1950. Depois disso, sua saúde começou a se deteriorar. Ele morreu em agosto de 1953 aos 60 anos.


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