Na Williams, Russell vê incerteza de Ocon como consequência de situação que “fugiu do controle”

George Russell vê Esteban Ocon perto de ficar sem vaga na F1, mas não abre mão da confiança na Mercedes. O britânico, confirmado na Williams justamente com o apoio da marca alemã, acredita que o francês foi vítima de uma situação infeliz

São dois pilotos jovens da Mercedes, mas só um está confirmado na Fórmula 1 em 2019. George Russell foi anunciado como nova contratação da Williams, enquanto Esteban Ocon se vê próximo de perder a vaga na Force India para Lance Stroll, algo que representa o risco real de ficar fora do grid. Russell acompanha o caso com a impressão de que Ocon deu azar de ver a situação “fugir do controle”.
 
Russell mostra surpresa com a situação muito por causa da confiança na Mercedes. O piloto britânico ouviu de Toto Wolff, chefe da equipe, que seria recompensado por resultados – alcançados até aqui na F2, onde está próximo do título. Para Ocon, de forma “bizarra”, não foi o caso.
 
“A situação toda do Esteban [Ocon] não foi uma situação normal”, disse Russell, entrevistado pelo ‘Motorsport.com’. “Via de regra, as oportunidades aparecem se você consegue resultados. Acho que isso aconteceu por fugir do controle dele e da Mercedes. Tanto Mercedes quanto Toto [Wolff, chefe de equipe] foram totalmente claros ao dizer que, se eu trouxesse resultados, as oportunidades iam aparecer. Isso me impressionou. Parece bobagem dizer isso logo depois desse dilema do Esteban, mas aí estamos falando de uma situação bizarra e bastante infeliz”, continuou.
George Russell acompanha a situação de Esteban Ocon (Foto: ART Grand Prix)

Enquanto Ocon lida com as incertezas na Force India desde agosto, Russell focava na briga pelo título da F2. O piloto tinha como rival Lando Norris, confirmado na McLaren. Norris pareceu ser a grande pedra no sapato de Russell, antes de ficar sem chances de título após rodada desastrosa em Sóchi.

 
“Quando o Lando [Norris] recebeu sua oportunidade com a McLaren, eu vi isso como algo muito positivo”, recordou George. “Nós dois somos estreantes e a McLaren acredita que ele é capaz de assumir a vaga deles, então isso me deixa em uma situação boa. Não fiquei chateado ou desapontado por ele receber a oportunidade antes de mim. Naquele momento eu não sabia o que o futuro reservava”, encerrou.
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