Nasr se frustra por jejum de quase quatro meses sem pontos, mas diz: “Vamos sair desta sombra persistente em Cingapura”

Felipe Nasr não termina uma corrida na zona de pontuação desde o GP de Mônaco, quando cruzou a linha de chegada em nono lugar. Em contrapartida, Marcus Ericsson, seu companheiro de equipe, pontuou nas últimas três provas da temporada

Depois de um grande começo da sua temporada de estreia na F1, quando somou 14 pontos após as três primeiras etapas de 2015, Felipe Nasr vem lidando com problemas que impedem uma melhor performance no campeonato. Sua última vez na zona de pontuação foi no GP de Mônaco, no fim de maio, quando cruzou a linha de chegada em nono lugar. Daí em diante, já são quase quatro meses sem um lugar no top-10, enquanto seu companheiro de equipe Sauber, Marcus Ericsson, está em ascensão: o sueco pontuou nas três últimas corridas do campeonato, sendo que na última, o GP da Itália, superou o brasileiro por quase 0s5 no treino classificatório e terminou em nono lugar, enquanto Nasr fechou em 13º.

Felipe definiu o período sem bons resultados como “uma sombra”. O brasiliense de 23 anos recém-completados espera deixar a penumbra para trás daqui a dez dias, quando será disputado o GP de Cingapura, nas ruas da cidade-estado, em Marina Bay, à noite.

Em coluna escrita ao site ‘F1i.com’, Nasr falou que ficou frustrado por deixar Monza sem pontuar, uma vez que acreditava no potencial do C34 para terminar entre os dez primeiros, mas culpou um incidente com Romain Grosjean, da Lotus, logo na primeira volta como fato que arruinou suas chances de conquistar um bom resultado no fim de semana do GP da Itália.

Sem pontos há quase quatro meses, Nasr espera que "sombra" o deixe de vez no GP de Cingapura (Foto: AP)

“Confesso que tinha grandes expectativas para o GP da Itália, uma vez que Monza é uma pista onde eu sempre fiz boas corridas e garanti vitórias importantes. Levando em conta a velocidade final do nosso Sauber C34, a força da nossa nova unidade de força da Ferrari, a valiosa parceria que temos com a Brembo [fornecedora de freios], tínhamos tudo para encerrar minha sequência de 11º lugares e garantir um forte retorno aos pontos. Mal sabia eu que não estava livre da sombra que paira desde o GP de Mônaco, em maio”, lamentou.

“Toda a Sauber esteve focada em preparar os dois carros, que poderiam lutar pelo sexto ou sétimo lugar na corrida. A abertura dos treinos na sexta-feira foi promissora, e conseguimos encontrar o equilíbrio correto para que o carro pudesse tirar o máximo das longas retas de Monza, e ele se saiu bem também nas zonas de frenagens nas chicanes”, destacou Nasr, que terminou os três treinos livres em 11º lugar.

Nasr falou sobre ter ficado de fora do Q3 no treino classificatório em Monza, ao passo que Ericsson avançou à fase final da sessão e garantiu o nono lugar no grid. Contudo, o sueco foi punido por ter prejudicado Nico Hülkenberg em uma volta rápida ainda no Q1 e perdeu três posições. Assim, Felipe acabou sendo beneficiado e largou em 11º, logo à frente de Ericsson.

“Depois que me livrei do problema de freios que me prejudicou durante a última corrida, pude me concentrar nos detalhes aerodinâmicos do carro e no equilíbrio mecânico para a corrida. Tudo esteve ok, meus tempos no segundo setor foram bons, mas ainda não tinha muita velocidade em linha reta. Mesmo em comparação com meu companheiro de equipe, estava 6 km/h mais lento em velocidade final. Portanto, não consegui avançar ao Q3 durante a classificação, e isso faz uma grande diferença no domingo, como todo mundo sabe”, explicou.

Em seguida, o novato detalhou sua jornada em Monza desde a largada. “Depois de uma largada muito boa partindo de 11º lugar no grid, já estava em sétimo na primeira chicane, mas caí em desgraça logo na primeira curva: Romain Grosjean acertou minha roda traseira direita e tive um furo no pneu que me forçou a ir para o pit. Aproveitei a oportunidade para trocar meus pneus macios pelos médios antes de voltar.”

“Na minha parada seguinte, fui para outro jogo de médios, o que significa que, desde a primeira volta, fiz praticamente toda a corrida com os pneus mais duros. Tentei meu melhor, você pode ter certeza, e no fim das contas estive a apenas 49s do sétimo lugar, que eu tinha por mente chegar. Considerando que todos os outros pilotos fizeram entre as voltas 18 a 21 com os pneus macios, não foi ruim, mas sequer chegou perto daquilo que nós poderíamos ter alcançado”, disse Nasr, resignado.

De positivo, além do ritmo de corrida em Monza, Felipe destacou o resultado de Ericsson, que indica que a Sauber evoluiu em relação ao primeiro semestre e, até por isso, espera por melhor sorte em Cingapura. Onde espera que a sombra do jejum de pontos finalmente deixe de se fazer presente.

“Foi muito bom para a equipe que Marcus uma vez mais alcançou os pontos. Isso confirma o que disse no começo, ou seja, que poderíamos esperar boas coisas para Monza. Em menos de dez dias vamos correr sob as luzes de Marina Bay, onde estou certo de que vamos conseguir finalmente sair desta sombra persistente”, finalizou.

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