Opinião GP: Hamilton sacode a poeira e reage no campeonato com infortúnio que esperava de Rosberg

Péssimo o resultado conquistado na classificação do GP da Inglaterra por Lewis Hamilton. Já o resultado da corrida, melhor impossível: tirou 25 pontos e agora está a apenas quatro do companheiro Nico Rosberg na disputa pelo título

 A VITÓRIA DE LEWIS HAMILTON NO GP da Inglaterra é daquelas que pode mudar campeonatos. Não só pelos extremos vividos pelos dois postulantes ao título de 2014 na corrida deste domingo (6), mas também pela confiança que dá ao vencedor. Poder se recuperar de uma sequência de três corridas não muito favoráveis com uma vitória em casa, diante da torcida britânica, coloca o astral do piloto da Mercedes em outro patamar.

Gozado esse campeonato. Hamilton se classificou só em sexto depois de errar na classificação e decidir não fazer uma segunda tentativa no Q3. Ainda assim, Rosberg, o pole-position, o considerava como principal oponente na disputa pela vitória em Silverstone. Estava mais do que certo.

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Hamilton não perdeu tempo para deixar Nico Hülkenberg, Sebastian Vettel e as McLaren para trás nas primeiras voltas e dar início à caça a Rosberg. Com o passar das voltas, foi demonstrando um ritmo bem melhor e ameaçando a soberania do alemão na prova. Possivelmente venceria mesmo que o câmbio do carro #6 resistisse até o fim das 52 voltas da nona etapa da temporada.

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As imagens do domingo da F1 na Inglaterra

Foi uma reação dupla por parte do inglês, no fim de semana e no campeonato. Diretor-geral do GRANDE PRÊMIO e da AGÊNCIA WARM UP, Flavio Gomes comentou:

“O Comandante Amilton viveu aquilo que a gente que é do samba, aqui no Rio, chama de ‘levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima’. No sábado, saiu de Silverstone deprimido, pensando em formas não muito dolorosas de suicídio, por ter abortado sua volta quando achava que a pole estava garantida. Não só não estava, como viu Rosberguinho ficar em primeiro e mais quatro superarem seu tempo. Largou em sexto. Mas ganhou”, escreveu Gomes em seu blog.

Hamilton faz a festa dos fãs que invadiram a pista após a prova (Foto: Getty Images)

A editora Evelyn Guimarães destacou o lado estratégico do GP da Inglaterra e como Hamilton buscou o diferente para superar Rosberg — e fazer dar certo o que não deu no GP da Áustria.

Mais rápido mesmo com pneus mais desgastados no final de seu primeiro stint, Hamilton faria apenas um pit-stop na corrida para dar o bote e ganhar do companheiro de equipe. Tinha tudo para dar certo.

“Lewis conseguiu o que na Áustria não havia dado certo. Ainda estava mordido com o erro bobo do sábado, por isso, sabia bem que tinha de tentar algo diferente para pegar o companheiro, e a estratégia inicialmente adotada para Silverstone dizia isso. Deixou para parar bem mais tarde e ainda trocou para os pneus duros, ao contrário de Nico, que parou cedo e manteve os médios. A ideia seria a de tentar parar apenas uma vez. A estratégia é claro também foi ajudada pela bandeira vermelha do início”, analisou.

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Mas o mais importante para a sequência do campeonato foi o primeiro “zero” de Rosberg em 2014. A diferença antes do GP da Inglaterra era de 29 pontos. Na chegada da F1 a Hockenheim para o GP da Alemanha, será de apenas quatro. Está tudo aberto novamente. Para Hamilton, foi um triunfo fundamental, assim como foi o seu outro em Silverstone, em 2008, também em um dia 6 de julho. A vitória, aliada ao bom desempenho, servem para dar-lhe de volta a confiança — e é difícil pará-lo quando ele tem certeza de que vai vencer.

Hamilton vinha de três derrotas seguidas para Rosberg e, coincidência ou não, ainda tentava vencer pela primeira vez depois que entrou em rota de colisão com o germânico no GP de Mônaco.

“O importante aqui é que o triunfo foi mais do que providencial. Foi perfeito, no momento certo. O abandono de Rosberg recolocou Lewis nos trilhos e salvou o campeonato também. Deu nova injeção de ânimo ao inglês, que vinha cabisbaixo depois do Canadá. Agora, o campeonato recomeça. E talvez a balança comece a pender para o lado do campeão de 2008. É bem verdade que Rosberg não se abala fácil, mas também certo dizer que um Hamilton empolgado e confiante não é algo tão fácil de enfrentar”, falou Evelyn.

Para Gomes, a disputa entre Hamilton e Rosberg dentro da Mercedes “é um Senna x Prost do século XXI”.

Em 2008, Hamilton emendou na vitória em Silverstone um triunfo excelente em Hockenheim. Daqui a duas semanas, ele vai chegar embalado e como favorito na casa de seu grande adversário da temporada 2014.

Opinião GP é o editorial do GRANDE PRÊMIO que expressa a visão dos jornalistas do site sobre um assunto de destaque, uma corrida específica ou o apanhado do fim de semana de automobilismo.
 

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