Opinião GP: Tática rende blefe de Hamilton, classe de Rosberg, desespero da Mercedes e emoção na final da F1

Lewis Hamilton disse que não pensava em lançar mão de uma tática de segurar Nico Rosberg em Abu Dhabi, na tentativa de trazer outros adversários para a briga, mas acabou cedendo. A escolha do inglês causou pânico na Mercedes e deu vida à decisão do título, mas não surtiu o efeito esperado: o alemão, agora campeão, guiou com destreza e não se abateu

 

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LEWIS HAMILTON TINHA UMA ÚNICA chance de tentar vencer o campeonato em Abu Dhabi. 12 pontos atrás na classificação, o inglês não dependia só de si para conquistar o tetracampeonato. Na real, tinha de contar com a ‘ajuda’ dos adversários, precisava de gente brigando com a Mercedes pelo pódio, necessitava, acima de tudo, colocar carros à frente de Nico Rosberg. Quando largou da pole-position e contornou a primeira curva na frente, o britânico já havia tomado uma decisão – decisão essa que chegou a descartar na quinta-feira. Mas não tinha outra forma de encarar a disputa. Era isso ou acompanhar de longe, inerte, a consagração do colega de garagem.
 
Pois Hamilton preferiu lutar com as armas que tinha às mãos. Uma vez líder, controlou o ritmo da corrida como quis. Andou forte no início, mas foi administrando e observando a conduta e as estratégias de Red Bull e Ferrari. Ambas tentaram mesmo entrar de Hamilton. A primeira optou por uma estratégia diferente, enquanto a segunda mudou de tática no decorrer da prova. Lewis parecia ciente de tudo e não desperdiçou a oportunidade.
 
Quando o momento da verdade chegou, o tricampeão deixou ainda mais clara suas intenções. Reduziu o ritmo propositalmente e fez os adversários também se aproximarem de Rosberg. Primeiro, vieram os dois carros da equipe austríaca e, mais tarde, Sebastian Vettel, quem mais ofereceu risco. O ferrarista fora mais ousado nas voltas finais, usando os supermacios. Escalou o pelotão desde o sexto posto. Muito mais rápido que os rivais, que seguiam andando com os pneus macios, o alemão superou Kimi Räikkönen, Daniel Ricciardo, Max Verstappen e, enfim, a quatro giros do fim, alcançou Rosberg. Era o cenário que Lewis esperara a prova toda.
A largada do GP de Abu Dhabi, o último da temporada 2016 da F1 (Foto: Red Bull Content Pool)

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Enquanto isso, a Mercedes se via em pânico no pit-wall e também na garagem. A perda de ritmo de Hamilton preocupava e colocava em risco, inclusive, a vitória. Tanto que, no rádio, Paddy Lowe, o diretor-técnico da esquadra prateada, teve de ser mais energético que o normal com Lewis. A "instrução" era para que o inglês melhorasse o desempenho e se afastasse dos oponentes, mas o dono do carro #44 sabia o que estava fazendo e defendeu o seu, dizendo apenas: Estou na liderança, confortável na situação”.

 
A mensagem enlouqueceu a equipe. E revelou um desespero incomum nos atuais campeões, transparecendo até certa ingenuidade, como se a esquadra não conhecesse sua dupla. Afinal, a disputa ali sempre foi aberta, e Hamilton já havia dado sinais em outras ocasiões que é, sim, senhor de si. Mas dá para dizer que o comportamento dos técnicos e engenheiros foi mais um tempero na história desta decisão de campeonato. 
 
Só que, se lá na ponta Hamilton sabia o que estava fazendo, o mesmo pode-se dizer de Rosberg. Solitário dentro do Mercedes #6, o alemão tinha total consciência do que estava acontecendo diante de si e decidiu não cair em armadilha alguma. Ao contrário, foi brilhante e não sucumbiu ao estratagema do feroz adversário, que outrora já o vitimara na F1. Controlou a pressão e guiou de forma limpa, sabendo que ainda tinha uma margem de segurança, mesmo se perdesse a vice-liderança.
 
Foi inteligente, sobretudo. Se Vettel realmente se colocasse em uma posição de ataque, Nico certamente não ofereceria resistência. Havia algo maior em jogo. Assim, pode-se dizer que o comportamento do piloto refletiu um pouco a maturidade, o controle emocional e o alto de nível de pilotagem que Rosberg apresentou neste ano. A verdade é que Nico mostrou classe, foi impecável e o prêmio, certamente, foi o título. E merecido. A Hamilton restou a vitória.
Nico Rosberg se tornou campeão do mundo na F1 neste domingo em Abu Dhabi (Foto: Mercedes)
A ousadia e desobediência de Hamilton, além da esperta tática da Ferrari, acabaram também por dar vida ao GP derradeiro e decisivo do ano em uma pista sem história ou tradição. Chata, até. No final das contas, Lewis acertou a tática, assim como os italianos com Vettel, e isso ajudou a criar o drama que toda a decisão de campeonato tem de ter. Para o bem da F1.

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