Palmer culpa software por abertura “decepcionante e desafiadora” da pré-temporada para Renault em Barcelona

Jolyon Palmer tentou isentar o motor da Renault pelos problemas do primeiro dia de testes coletivos de pré-temporada para o time francês, mas não se saiu muito bem. O problema, segundo ele, foi num software que ninguém sabe onde está - pode ser no motor. De qualquer forma, com apenas quatro dias para andar antes de Melbourne, dar apenas 37 voltas acaba sendo um problema

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O primeiro dia da pré-temporada 2016 da F1 em Barcelona não foi uma maravilha para a Renault – é seguro fazer tal afirmação. Só a novata Haas deu menos que as 37 voltas de Jolyon Palmer no que foi um treino bastante problemático. Segundo Palmer, um problema recorrente em um software perdido impediu que o R.S.16 tivesse um bom debute.
 
O dia foi tão ruim que o novato inglês, campeão da GP2 em 2014, sequer conseguiu sair à pista para dar uma volta que testasse o desempenho. Ficou em último na tabela de tempos e preocupado que um de seus apenas quatro dias no cockpit tenha sido praticamente jogado no lixo por um software defeituoso que ainda não sabe em qual parte do carro está.
 
"Foi um primeiro dia decepcionante e desafiador. Tivemos problemas tradicionais de primeiro dia, definitivamente gostaríamos de dar mais algumas voltas. É doloroso – eles já diminuíram de 12 para oito dias e num deles só demos 37 voltas. Não é ideal. Andei muito com o carro no ano passado, e o desse ano é uma evolução de 2015, bem parecido. Mas não demos qualquer stint de desempenho. É frustrante, mas eu tenho mais três dias. São muitas voltas por vir", disse.
Jolyon Palmer na pouca ação que teve em Barcelona (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
"Não foi uma questão de problema na unidade de força, foi um software. Se isso vem da unidade de força, ainda precisamos entender. O pessoal trabalhou nisso o dia todo tentando descobrir o problema. Fizemos progresso durante o dia e espero que possamos consertar para valer", seguiu.
 
Com relação à potência do novo motor Renault, Palmer comparou à unidade da Mercedes que utilizou quando andou no carro em 2015. Sempre é bom lembrar, a hoje Renault era Lotus até o ano passado e estava sendo empurrada pelos motores alemães. O inglês admitiu que a unidade francesa perde na comparação, de fato, mas que isso vai sendo ajustado. Inclusive lembrou que o motor do primeiro teste costuma sofrer muitas mudanças ao afirmar que tem atualizações esperando para os próximos testes e o GP da Austrália.
 
"Há uma diferença – obviamente não é tão potente quanto o motor da Mercedes, isso é claro. Mas há benefícios – a dirigibilidade é boa, o pessoal do motor Renault está trabalhando bem. Estamos trabalhando com eles por todo o inverno. Eles estão com tudo sob controle, entre procedimentos e dirigibilidade do motor. No momento, estamos definitivamente, porém, atrás da Mercedes", reconheceu.
 
"Ainda tem muito por vir. Ficamos prontos no último minuto, e o pessoal foi muito bem para nos mandar à pista. Ainda tem muita coisa acontecendo. Nos próximos dias, próxima semana e em Melbourne será bem diferente", encerrou.
 
Os testes da F1 continuam nesta terça-feira (23), quando Palmer mais uma vez leva o carro à pista. A partir de amanhã, será Kevin Magnussen no comando do bólido.

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