Pérez elogia e vê pilotos “mais fortes” e envolvidos com rumos da F1: “Estamos unidos pelo esporte”

Sergio Pérez é um dos pilotos mais ativos em termos de manifestar sua opinião a respeito dos rumos da categoria. O mexicano elogiou o envolvimento crescente da GPDA na categoria, ressaltou a união entre os competidores e disse querer que os fãs da F1 “se preocupem menos com a política no esporte”

Na F1 desde 2011, Sergio Pérez, aos 26 anos, é um dos membros mais ativos da GPDA, a Associação dos Pilotos da categoria. E mesmo ainda bastante jovem, o mexicano não se furta a opinar sobre os assuntos mais polêmicos. O piloto da Force India não escondeu a sua satisfação por ver seus pares cada vez mais envolvidos com os rumos do esporte e unidos em torno deste ideal. Por outro lado, ‘Checo’ deixou claro que gostaria que os fãs da F1 se preocupassem menos com a política do esporte, algo que nem mesmo os pilotos nutrem apreço.
 
Em entrevista ao site ‘F1i.com’, Pérez afirmou que se sente à vontade em expressar sua opinião e que procura agir assim desde sempre. Mas o mexicano disse também que nem todos gostam ou costumam se envolver com os rumos da categoria, não por desinteresse, mas por uma postura da própria cúpula da F1, que não oferece voz ativa aos competidores: “Ninguém os ouve”.
 
“Sempre fui assim, desde o passado, sempre gosto de dizer o que sinto. Seja em reuniões ou o que faço na minha vida, tento sempre dizer o que estou sentindo. Isso é da minha personalidade e é o que eu quero fazer. Todos nós, pilotos, nos preocupamos com o esporte, amamos o esporte, e por isso queremos que o esporte seja saudável”, declarou o jovem de Guadalajara.
Sergio Pérez quer ainda mais envolvimento dos pilotos na F1 e menos enfoque na política (Foto: Force India)
“Às vezes você tem pilotos que desistem, não porque eles não se importam, mas porque ninguém os ouve. Tanto pilotos que nem sequer vão para as reuniões, na GPDA ou coisas assim. Mas eu não os culpo. Você se sente frustrado com a situação e você acaba parando de perder tempo. Mas espero que as coisas possam mudar a partir de agora”, disse ‘Checo’, sonhando com dias em que os pilotos sejam cada vez mais influentes nos rumos da F1.
 
Um dos temas recentes em que os pilotos mostraram insatisfação foi sobre o formato do treino classificatório. O sistema de ‘dança das cadeiras’, que foi executado nos GPs da Austrália e do Bahrein, mostrou-se um completo fracasso, e os protagonistas do espetáculo evidenciaram contrariedade, no que foi seguido pelas 11 equipes do grid. Na última quinta-feira, por unanimidade, o formato usado entre 2006 e 2015 foi aprovado para voltar à F1 já a partir do GP da China, numa derrota de Bernie Ecclestone e Jean Todt e, por que não dizer, uma vitória dos pilotos.
 
Na visão de Pérez, a mobilização crescente dos pilotos só pode ser salutar para o esporte. “Acho que estamos numa posição em que estamos definitivamente prontos para fazer o que for preciso para estarmos numa posição em que nos ouçam. Se nós queremos fazer qualquer tipo de mudança, seja no passado ou qualquer coisa que aconteça no futuro, acho que os pilotos, unidos, podem ser muito fortes no esporte, por isso não é algo ruim”, comentou.
 
“Todo mundo está a favor de expressar sua opinião. Obviamente, isso demanda muito trabalho de todos os pilotos e isso tem nos ajudado muito a estarmos na posição para dizer o que nós queremos. Acho que temos o apoio de todos. Alguns pilotos não são membros da GPDA, mas eles ainda estão apoiando tudo o que nós fazemos e o que nós dizemos, então é ótimo tê-los conosco”, complementou ‘Checo’.
 
Questionado pelo site se considera os pilotos mais fortes atualmente, Pérez não titubeou. “Provavelmente, sim. Estou muito orgulhoso do que nós alcançamos em meus seis anos de F1. Desde que cheguei até o que é agora, é bom ver que nós estamos unidos pelo esporte.”
 
Quando perguntado sobre o que espera das mudanças previstas para o regulamento técnico em 2017, Pérez não acredita que carros mais rápidos vão tornar o esporte melhor ou mais empolgante. 
 
“Quero ver corridas melhores. Quero ver as equipes conseguindo lutar mais próximas. Acho que nós precisamos melhorar principalmente a corrida, assegurar maior interação entre os carros. Não acho que a solução seja tornar os carros 5s ou 10s mais rápidos e sim deixar os carros se aproximarem mais e dar às equipes mais oportunidade de lutar com os outros. Então quero ver isso de forma mais mexida no futuro.”
 
Na esteira das afirmações de Toto Wolff e Kimi Räikkönen, Pérez entende que a F1 hoje tem sido muito mais movida pela política do que pelos acontecimentos de dentro da pista. Tudo o que o mexicano quer é que o esporte volte a ser protagonista, e que a política siga num segundo plano ou ainda mais inferior.
 
“Acho que a gente não deve colocar tanta atenção assim [em assuntos fora da pista] e não deixar os fãs tão envolvidos assim com a política do esporte. Mesmo como piloto, é difícil entender todos os fatos da política. Não quero que os fãs se preocupem tanto com isso”, bradou.
 
“Não me entenda mal, a F1 é um grande esporte, é um dos melhores do mundo. Às vezes, dá a impressão de que todo mundo está sofrendo neste esporte, mas no fim das contas, todo mundo que trabalha aqui está trabalhando na F1, é o topo do esporte e é um grande esporte. Obviamente, há alguns problemas, mas isso pode ser resolvido”, finalizou.
 
PADDOCK GP #23, FALA SOBRE FITTIPALDI E FIM DE SEMANA MOVIMENTADO NO ESPORTE

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “8352893793”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 250;

fechar

function crt(t){for(var e=document.getElementById(“crt_ftr”).children,n=0;n80?c:void 0}function rs(t){t++,450>t&&setTimeout(function(){var e=crt(“cto_ifr”);if(e){var n=e.width?e.width:e;n=n.toString().indexOf(“px”)

var zoneid = (parent.window.top.innerWidth document.MAX_ct0 = '';
var m3_u = (location.protocol == 'https:' ? 'https://cas.criteo.com/delivery/ajs.php?' : 'http://cas.criteo.com/delivery/ajs.php?');
var m3_r = Math.floor(Math.random() * 99999999999);
document.write("”);

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube