Perfeito na hora em que importa, Hamilton tira proveito de novo revés de Vettel e ganha chance de colocar mão na taça de vez

Lewis Hamilton não esperava — como, de fato, disse depois — conquistar a pole em Sepang, dada as dificuldades da Mercedes em adequar o novo pacote aerodinâmico ao circuito malaio. Então, o tricampeão tomou a decisão de voltar atrás e se deu bem. Tirou proveito de um novo e quase inacreditável revés de Sebastian Vettel para se colocar em posição de botar a mão na taça de vez

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A Ferrari está mais rápida que a Mercedes na Malásia. É um fato. O desempenho dos carros vermelhos em ritmo de corrida, como bem observado durante os treinos livres, é uma prova. Outra prova foi a performance de Kimi Räikkönen na classificação deste sábado (30), em Sepang, que deixou a impressão que, se fosse Sebastian Vettel, a equipe italiana ocuparia a primeira posição do grid — a diferença para Lewis Hamilton foi de somente 0s045. É claro que, devido ao novo e inacreditável revés do tetracampeão, jamais saberemos. Tudo isso, por outro lado, engrandece o trabalho do inglês, que chegou ao impressionante número de 70 poles na carreira — foi a nona da temporada. E a posição de honra, diante da má sorte do adversário, agora coloca o tricampeão ainda mais perto do campeonato em 2017. Afinal, é uma pole contra uma última colocação.

 
Só que a performance de Hamilton, embora surpreendente, não foi obra do acaso. O piloto de 32 anos precisou trabalhar com a paciência para encontrar o caminho no circuito malaio. Na sexta-feira, a Mercedes colocou na pista um novo pacote aerodinâmico, com certeza de que ajudaria a fixar lugar entre os favoritos, mas as peças novas não surtiram o efeito esperado e deixaram um ponto de interrogação na cabeça dos engenheiros. Assim, na manhã deste sábado, a decisão conjunta foi conduzir uma comparação entre os dois carros.
 
Hamilton voltou à configuração mais antiga, enquanto Valtteri Bottas saiu à pista com as novidades. Assim, o terceiro treino livre mostrou uma sensível melhora. Bottas ficou a 0s449 do tempo de Kimi Räikkönen, o mais veloz, enquanto Hamilton sustentou uma desvantagem de 0s659. Ou seja, ainda havia uma diferença grande para os ferraristas, mas a performance entre os dois carros alemães acabou não sendo tão decisiva. Lewis chegou até a pensar em mudar para o novo pacote, dada a satisfação de Valtteri com as mudanças feitas de sexta para sábado. Só que o britânico preferiu a cautela.
Lewis Hamilton e Valtteri Bottas – a Mercedes dividiu os acertos (Foto: Mercedes)

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"Nós tivemos um dia muito difícil ontem, porque foi difícil entender onde estávamos. Não dormi muito bem, assim como todos meus engenheiros, simplesmente porque não sabíamos se resolveríamos ou não o problema. Hoje, o carro se mostrou melhor. Mas, ainda assim, a Ferrari parecia longe. A volta da pole foi muito bem calculada, foi muito boa, mas eu realmente não sei de onde veio, eu me surpreendi" disse Lewis logo após a classificação.

 
"Antes da classificação, pensei em voltar ao novo pacote, os tempos no TL3 eram semelhantes, e Valtteri estava feliz. Mas não havia tempo suficiente e havia o risco de mudar de novo, e tudo sair errado. É por isso que acabamos ficando com o pacote antigo. Estava confortável com a decisão, e isso me permitiu dar um salto em termos de acerto. Em última análise, estávamos abaixo da performance, mas não fez tanta diferença", completou.
 
O fato é que a configuração antiga realmente fez diferença. Tanto que Bottas se arrependeu de seguir com as novas peças. "É muito fácil dizer isso agora, mas, se eu pudesse refazer a classificação, certamente a faria com o outro pacote aerodinâmico. Com certeza precisamos rever muita coisa nesse pacote novo. Precisamos entender o que está errado, o que gerou essa diferença toda. No Q3, a distância foi gigantesca, agora vamos ver o que acontece na corrida", disse um decepcionado finlandês ao canal americano NBCSN.
 
A questão que paira no ar agora é saber se o uso do pacote aerodinâmico vai servir também para a corrida, uma vez que a Ferrari se mostrou superior à Mercedes nas simulações de prova. Ainda que Vettel saia lá do fundo, o desempenho de Räikkönen mostra que os carros vermelhos serão fortes no domingo. Mesmo assim, Hamilton tem vantagem. E a performance na classificação, muito em função de seu próprio talento, pode fazer a diferença. 
Kimi Räikkönen (Foto: Ferrari)
Na garagem vermelha, não há bola perdida. Vettel, claro, lamentou a falha de motor que lhe tirou a chance de lutar pela pole. Mas crê que será possível ter um desempenho decente na corrida. "Tem um gosto amargo, mas o esporte é assim. É uma pena porque o carro é rápido. Mas também é bom porque amanhã teremos muitas voltas. Espero que consiga voltar ao grupo principal. Não tenho nenhuma grande expectativa, mas tudo pode acontecer."
 
Apesar da frustração por ter ficando tão perto da pole, Räikkönen seguiu a análise do companheiro de Ferrari. "Sempre conseguimos encontrar alguma coisa para melhorar, mas é fato que o carro tem se comportado muito bem o final de semana todo até aqui. Espero conseguir andar mais que 100 metros amanhã e aí a gente vê no que vai dar. Acho que temos um ótimo carro para a corrida", falou aos jornalistas, fazendo alusão ao acidente sofrido na largada em Singapura, do qual foi um dos protagonistas.
 
A chuva também pode ser uma das alternativas para os ferraristas. Há 60% de chance de precipitação para a hora da corrida. Ainda que Hamilton tenha ótimo histórico com piso molhada, a tendência é a de um desempenho geral mais equilibrado. E aí a equipe italiana pode ter vantagem, fazendo bom uso da estratégia.
 
Ainda assim, é preciso considerar a vantagem de Lewis. A pole e seu desempenho nessas condições são aliados importantes. A tarefa de Seb não será fácil amanhã. É curioso entender que, se no ano passado, uma quebra de motor arrancou de Hamilton a chance de brigar pelo título, esse uma nova falha pode lhe ajudar a colocar de vez a mão na taça. 
Max Verstappen põe medo? (Foto: Mercedes)
Quem vem por fora
 

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Obviamente, não dá para descartar o papel que a Red Bull pode ter em tudo isso. A equipe austríaca foi veloz em Sepang com pista molhada e hoje, na classificação com asfalto seco, também ensaiou entrar na brincadeira, especialmente com Max Verstappen, que, como se sabe, é o maior agente do caos que se tem neste grid. O receio de uma disputa aberta com o holandês não é novidade e a prova foi a largada caótica de Singapura.
 
“Caso chova, acredito que teremos uma boa chance. Estou realmente feliz com a terceira posição no seco, pois na última sessão eu sofri bastante com o equilíbrio do carro, mas conseguimos uma boa classificação. Estou muito feliz com isso, é claro”, afirmou Max, que hoje completa 20 anos. 
 
“O carro, com exceção no final do Q3, estava muito bem equilibrado, então não posso reclamar. Acredito que podíamos estar um pouco mais próximos. Para nós, estar em terceiro aqui, neste traçado, é perfeito”, seguiu.
 
Parece um aviso, não?
 
TORO ROSSO DEMOROU DEMAIS

REBAIXAMENTO SEGUIDO DE AFASTAMENTO DE KVYAT É TUDO, MENOS INJUSTO  

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