Gasly exige investigação sobre morte de Van ‘t Hoff e admite: “Não quis ver o acidente”

Amigo próximo de Anthoine Hubert, morto em circunstâncias parecidas em Spa, Pierre Gasly lamentou a perda de Dilano van 't Hoff em etapa da FRECA e exigiu investigação sobre o acidente que levou ao falecimento do holandês

Pierre Gasly comentou sobre a morte de Dilano van ‘t Hoff no último sábado (1º), em acidente ocorrido na etapa de Spa da FRECA, quando o holandês foi acertado por Adam Fitzgerald ao bater no muro e retornar acidentalmente à pista. O francês, que era muito próximo a Anthoine Hubert — morto na mesma pista, em condições parecidas —, relembrou a perda do amigo e cobrou investigações sobre o incidente que causou o falecimento do jovem piloto.

“Eu não quis ver a batida, então, não tenho informações sobre a situação como um todo”, admitiu Gasly. “Acho que estamos todos chocados e extremamente tristes com o que aconteceu. Nos lembra, obviamente, dos momentos tristes com o que aconteceu a Anthoine [Hubert] alguns anos atrás”, relembrou.

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“Simplesmente parece errado. Nunca deveríamos estar na posição de perder jovens talentos. Então, isso claramente merece uma investigação, para que se entenda exatamente o que aconteceu e para garantir que esses cenários nunca aconteçam de novo, porque já perdemos talentos suficientes dessa forma tão triste”, destacou.

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Dilano van ‘t Hoff morreu no sábado, durante etapa da FRECA em Spa (Foto: Reprodução)

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A principal diferença entre os dois casos é o clima, que estava limpo no momento da batida de Hubert e chuvoso no incidente de van ‘t Hoff. Por outro lado, o setor era o mesmo, logo após o conjunto das curvas Eau Rouge-Raidillon, e Gasly espera que mudanças sejam feitas no local o mais rápido possível.

“Realmente espero que todos os envolvidos na segurança dos pilotos tomem ações, porque não é a primeira vez, e isso nunca deveria ter acontecido. Não deveríamos estar nessa situação alguns anos atrás, e isso simplesmente merece uma revisão”, analisou.

Por fim, Gasly admitiu que já se sentiu extremamente inseguro dentro do carro quando corria em categorias de base, principalmente em cenários adversos em Spa. Mesmo após o alargamento recente das zonas de escape, a pista belga segue apresentando incidentes perigosos e levanta questionamentos sobre a permanência na Fórmula 1.

“Me lembra de algumas situações em que estive, também nas categorias inferiores em Spa”, frisou. “Para ser honesto, em alguns momentos, eu me sentia em um perigo enorme por causa da visibilidade ruim. Em algumas situações, me sentia bastante inseguro”, admitiu.

“Mas, outra vez, não sei exatamente o que aconteceu. Disputamos um esporte arriscado, que sempre vai continuar arriscado devido às velocidades que chegamos. Mas isso definitivamente merece uma investigação profunda, e para o futuro do esporte, [precisamos] fazer mudanças”, finalizou.

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