Gasly recorda “muita negatividade” e desabafa sobre saída da Red Bull: “Foi um alívio”
Pierre Gasly recordou curta passagem pela Red Bull, revelou que ambiente não era bom e que não tinha ferramentas para mostrar potencial na equipe austríaca
Pierre Gasly revelou que sentiu um alívio ao deixar a Red Bull e retornar à Toro Rosso durante a temporada 2019 da Fórmula 1. O francês admitiu que a saída foi dolorosa do ponto de vista pessoal, mas destacou que o ambiente na equipe principal o impedia de mostrar seu verdadeiro potencial, o que tornou a mudança menos traumática do que muitos imaginavam.
Gasly chegou à F1 pela Toro Rosso no meio de 2017, após integrar o programa de jovens pilotos da Red Bull desde 2014. Após um primeiro ano completo sólido, em 2018, no qual terminou em 15º lugar e superou com folga o então companheiro Brendon Hartley, foi promovido à equipe principal para 2019. No entanto, a passagem durou apenas metade da temporada, sendo substituído por Alex Albon antes do GP da Bélgica.
Em entrevista ao F1.com, Gasly explicou que o contexto dentro da Red Bull dificultou sua adaptação e crescimento. O francês apontou problemas estruturais que afetaram seu desempenho.
“Não vou mentir, foi triste. 2019 era somente meu segundo ano completo na Fórmula 1. Não havia apoio vindo de lugar nenhum, em uma equipe muito grande que claramente apoia Max [Verstappen], por boas razões, porque ele entrega resultados”, afirmou.

“Estava começando com um engenheiro novo, vindo da Fórmula E, que não tinha experiência na F1. Então era uma dinâmica estranha. Não tinha realmente as ferramentas para performar. Tentei lutar do meu jeito porque é isso que quero fazer, estou lá para render. Eles não estavam felizes, mas eu também não, porque via que não conseguia mostrar meu potencial”, explicou.
Foi nesse contexto que a volta à Toro Rosso acabou sendo encarada como um respiro. Ao falar sobre o retorno à antiga equipe, descreveu um ambiente emocionalmente pesado, mas ressaltou que o principal objetivo seguia sendo correr.
“No fim das contas, quase pareceu um alívio. Não era uma energia boa. Você está lá para fazer o seu trabalho e dar o melhor, mas existe muita negatividade. Passei por isso. Só queria pilotar”, concluiu.
Após a volta à Toro Rosso, Gasly reconstruiu sua carreira na Fórmula 1, conquistou sua primeira vitória com a AlphaTauri no GP da Itália de 2020 e, desde então, se consolidou como um dos nomes mais experientes do grid. Hoje, pilota pela Alpine, equipe pela qual subiu ao pódio duas vezes, no GP dos Países Baixos de 2023 e no GP de São Paulo de 2024.
A Fórmula 1 está de férias. Os carros voltam a acelerar de 26 a 30 de janeiro em testes privados em Barcelona. Depois, seguem para o Bahrein para mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da temporada 2026.
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
F1 hoje: saiba aqui as notícias mais importantes do dia da Fórmula 1
A redação do GRANDE PRÊMIO selecionou as notícias mais importantes das últimas horas para você ficar por dentro de tudo que acontece na F1.
▶️ Fórmula 1 divulga imagens do carro de 2026 e muda termos de novos recursos
▶️ Aerodinâmica Ativa, Modo de Ultrapassagem e mais: confira novos mecanismos da F1 2026
▶️ Palou cita Schumacher e Senna, mas projeta Verstappen como “maior piloto da história”
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!