Pilotos avaliam colete de resfriamento para “50 voltas de sofrimento” em Singapura
Nico Hülkenberg, Lance Stroll e Carlos Sainz opinaram sobre o colete de resfriamento e afirmaram que vão utilizá-lo durante o fim de semana em Singapura, embora admitam que o equipamento pode não ser o suficiente para vencer o calor
Com o alerta da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para calor intenso durante o fim de semana do GP de Singapura, 18ª etapa da temporada 2025 da Fórmula 1, os pilotos foram autorizados a utilizar coletes de resfriamento. Embora o equipamento tenha encontrado certa resistência inicialmente, os participantes do grid agora estão cada vez mais dispostos a testá-lo nas corridas.
Vale lembrar que o uso da vestimenta ainda não é uma obrigatoriedade, algo que só deve acontecer em 2026, mas aqueles que abrirem mão deverão carregar um lastro nos carros. George Russell foi o primeiro a competir com o colete, no GP do Bahrein deste ano, quando aprovou a experiência e ainda conquistou o segundo lugar no pódio. Na semana seguinte, na Arábia Saudita, o britânico da Mercedes voltou a tirar proveito da tecnologia durante os treinos livres, assim como Andrea Kimi Antonelli, Oscar Piastri, Oliver Bearman, Alexander Albon, Carlos Sainz, Pierre Gasly e Yuki Tsunoda.
Em pista de altas temperaturas e taxas de umidade, a presença dos muros também ajuda a impedir que o calor se dissipe no circuito de Marina Bay, formando essencialmente uma espécie de sauna no traçado. De acordo com o serviço meteorológico AccuWeather, a temperatura ambiente pode chegar a 33ºC ao longo deste fim de semana, com a sensação térmica a 39ºC e umidade relativa do ar de 79%.
Por isso, durante as entrevistas desta quinta-feira (2), em Singapura, Nico Hülkenberg, Lance Stroll e Sainz foram questionados sobre os coletes de resfriamento e deixaram claro que vão utilizá-los. “Já está confirmado por causa do calor, certo? Então todos nós temos de colocar o lastro de qualquer maneira. Mas aí, já que estamos lá, podemos muito bem usar esse negócio. A gente ainda não testou de verdade, então ainda precisamos verificar, experimentar e aprovar. Eu irei [utilizar], sim”, começou o alemão da Sauber.

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“Em Jedá, eu estava acabado depois da corrida. Estava muito quente. Estava com Alex [Albon] do meu lado no avião, e ele usou o negócio e estava novo em folha. Então eu disse: da próxima vez, vou usar isso aí”, lembrou o companheiro de Gabriel Bortoleto. Na sequência, foi a vez do canadense da Aston Martin falar sobre o desafio enfrentado com as altas temperaturas no país asiático.
“Singapura é uma daquelas corridas para as quais podemos nos preparar de todas as formas possíveis. Treino de calor, ficar em sauna — fiquei na sauna a semana inteira. Mas, pela minha experiência, não importa o que façamos, sempre é uma corrida brutal, fisicamente e mentalmente. Com os desafios da pista, os muros, sem margem para erro”, destacou.
“E no cockpit, o calor dentro do carro, temperaturas absurdamente altas. Então, sim, vou tentar o colete, ver se funciona. Mas acho que, de qualquer jeito, talvez funcione só por cinco voltas e depois não haja mais resfriamento. Aí são 50 voltas de sofrimento”, encerrou o #18.

“Só o calor, sozinho, não é tão ruim para a gente. Isso acontece, por exemplo, na Hungria, onde faz muito calor, mas não é úmido. A umidade sozinha também não é tão ruim, se não estiver muito quente — mas quando está 28ºC, 30ºC com umidade, aí chega ao nível de Singapura e fica difícil”, admitiu Sainz. “As equipes estão conseguindo fazer o sistema [de resfriamento] funcionar cada vez melhor. No começo, funcionava mais ou menos por meia hora. Com sorte, agora o sistema inteiro pode funcionar pelo menos por uma hora”, sublinhou.
“É uma corrida de duas horas. Já fiz Singapura dez vezes. Se quebrar ou não funcionar, não me preocupo. Faço a corrida e saio do carro inteiro, como sempre. Mas se funcionar, é melhor, porque aí você sofre um pouco menos”, encerrou o #55 da Williams.
A F1 retorna neste fim de semana, de 3 a 5 de outubro, no Circuito de Marina Bay, palco do GP de Singapura. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da 18ª etapa da temporada AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
GP de Singapura de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre 1 | 06:30 | 08:30 | 10:30 | 11:30 |
| Treino livre 2 | 10:00 | 12:00 | 14:00 | 15:00 |
| Treino livre 3 | 06:30 | 08:30 | 10:30 | 11:30 |
| Classificação | 10:00 | 12:00 | 14:00 | 15:00 |
| Corrida | 9:00 | 11:00 | 13:00 | 14:00 |
*Horários de Brasília
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