Pirelli diz que ‘pneus especiais’ não mudariam GP de Mônaco: “Equipes reduziriam ritmo”

Chefe da Pirelli na F1, Mario Isola disse que pneus especiais fariam equipes reduzir ritmo no GP de Mônaco, o que não agregaria em termos de entretenimento à corrida. Além disso, italiano destacou que seria impossível testar o composto em um cenário parecido

Depois de mais uma procissão da Fórmula 1 em Mônaco, em corrida que nem trouxe a habitual janela de pit-stops devido à bandeira vermelha na primeira volta, a maioria dos pilotos conseguiu levar a prova inteira com os mesmos compostos. Para isso, todos seguraram o ritmo o máximo possível, o que gerou não apenas uma corrida sem ultrapassagens, mas essencialmente lenta. Questionada sobre a possibilidade de ter um tipo de pneu específico para a pista de Monte Carlo, a Pirelli indicou que o processo esbarraria em uma série de dificuldades.

Segundo Mario Isola, chefe da Pirelli no automobilismo, o primeiro problema a ser encarado seria a falta de testes, pois a fabricante italiana não conseguiria encontrar uma pista que emulasse as características de Mônaco para experimentar a borracha. Fechar o circuito apenas para testar, então, é uma possibilidade fora da realidade.

“Não seria algo irreal”, admitiu Isola ao portal Racer. “O único problema seria encontrar uma pista similar a Mônaco para fazer testes, porque sempre testamos os compostos em diferentes circuitos para validá-los. Porém, Mônaco é tão único que não teríamos nenhum outro circuito para comparar”, analisou.

“E não podemos pedir à cidade que feche a pista e as ruas para que nós possamos testar, é impossível. Então, não há como testar lá, e é muito difícil encontrar algo que seja representativo como Mônaco”, afirmou.

Charles Leclerc liderou do início ao fim em Mônaco (Foto: Ferrari)

Além disso, Isola acredita que, mesmo com compostos específicos para o circuito, a ação não teria grande diferença. Segundo ele, as equipes simplesmente diminuiriam ainda mais o ritmo para cuidar da borracha, o que levaria a corridas ainda mais lentas. No caso de forçar um número maior de paradas obrigatórias, a chance de todas pararem na mesma volta e nada mudar também seria enorme, segundo o italiano.

“O problema em Mônaco é ultrapassar. E, se você não consegue, precisa olhar para a posição de pista mais do que para o número de pit-stops ou qualquer outro elemento. Eles ficam limitados pela largura da pista, que não pode aumentar, mas os carros são muito grandes. Tivemos uma corrida muito boa na Fórmula 3, cheia de ultrapassagens e ação com carros menores. Com a F1, é muito difícil”, lamentou.

“Sabemos por experiência própria que as equipes estão apenas gerenciando o ritmo para estender o stint e reduzir o número de pit-stops. Você pode obrigá-las a fazer um número maior de paradas, mas acredito que o resultado não faria diferença, porque elas simplesmente parariam nas mesmas voltas”, completou.

Fórmula 1 retorna de 7 a 9 de junho com o GP do Canadá, nona etapa da temporada 2024.

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