Pirelli rejeita insinuações de diretor da Mercedes e diz que objetivo é “garantir a imparcialidade entre todas as equipes”

Paul Hembery, diretor-esportivo da Pirelli, explicou o processo que compreende a saída dos pneus fabricados na Turquia até cada etapa do Mundial de F1 e deixou claro que a fabricante não se envolve na escolha dos compostos para as equipes. Toto Wolff, diretor da Mercedes, chegou a sugerir uma teoria conspiratória para justificar a queda de ritmo em Cingapura

O desempenho inexplicável da Mercedes em Cingapura, duas semanas depois de estraçalhar a concorrência em Monza, fez Toto Wolff até mesmo pensar em uma conspiração por parte da Pirelli. Entretanto, o dirigente austríaco logo tratou de deixar claro que não foi isso o que aconteceu, embora ainda não tenha encontrado o real motivo para tamanha queda de desempenho em Marina Bay no último fim de semana. Mas tão logo foi questionado sobre a fala de Wolff, Paul Hembery, diretor-esportivo da Pirelli, tratou de assegurar que a fábrica italiana trabalha de forma totalmente imparcial.

“Por um momento eu pensei: ‘Como a Pirelli nos deu um pneu diferente dos outros?’ Não estou dizendo que isso aconteceu, só o que eu pensei”, declarou Wolff logo depois do GP de Cingapura. Entretanto, a fornecedora de Milão explicou que, na verdade, todo o trabalho de seleção dos pneus para cada equipe é feito pela FIA.

Hembery deixou claro que a Pirelli não se envolve na escolha dos pneus às equipes da F1 (Foto: AP)

A Pirelli explicou que o destino dos 1700 pneus fabricados para cada corrida está traçado muito antes de chegar ao circuito depois de passar pelo processo de construção na fábrica de Izmit, na Turquia. Cada pneu é dotado de um código de barras fornecido pela FIA, que é incorporado na estrutura do pneu durante o processo de vulcanização, que não pode ser alterado, e que é detectável ao longo do fim de semana.

O processo de alocação é acompanhado de forma totalmente aleatória e ministrado pela FIA, e a Pirelli não faz parte de tal procedimento. A fornecedora destina a cada equipe um engenheiro, que trabalha exclusivamente para o time ao longo da temporada, e somente a esta pessoa é permitido o recebimento de informações específicas sobre aquele time.

Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (24), em Suzuka, Hembery acrescentou. “Decidir quais os pneus serão alocados às equipes ou quando eles são usados é um trabalho feito inteiramente pela FIA, uma vez que os pneus deixam a fábrica. É apenas outra forma de garantir a imparcialidade entre todas as equipes, o que sempre tem sido uma grande prioridade para nós como fornecedor exclusivo de pneu.”

“A maneira que nossa equipe de engenheiros trabalha também é em respeito a essa confidencialidade, que é constantemente de suma importância”, complementou.

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