Por corte de custos, F1 considera mudança nas regras e pode propor limite de três motores por piloto a partir de 2017

Segundo o site norte-americano ‘Motorsport.com’, a F1 planeja uma mudança extrema e pretende limitar ainda mais o uso de motores por parte dos pilotos a partir de 2017, quando a categoria viverá mudanças significativas no seu regulamento técnico. O objetivo, acima de tudo, é diminuir os altos custos do esporte

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Em meio aos muitos debates que a F1 promove em torno do necessário corte de custos da categoria, uma proposta pode mexer ainda mais com os rumos da categoria a partir de 2017, quando o esporte viverá uma pequena revolução com muitas mudanças no regulamento técnico. Segundo informação do site norte-americano ‘Motorsport.com’, as equipes da F1 pretendem apresentar uma proposta de limitar o uso de motores a três por piloto em cada temporada, contra quatro do regulamento em vigor até o momento. Seria uma alternativa ao veto do uso dos motores alternativos, que foram vetados pela Comissão da F1 após oposição ferrenha das montadoras.
 
Segundo a publicação, as propostas têm de ser aprovadas em 15 de janeiro perante a FIA, que pode ou não considerar suficientemente boas para alcançar um dos grandes objetivos da entidade que rege o esporte, que é a de diminuir os custos da F1.
 
Entre as mudanças para conter os custos, estão a busca para ampliar a vida útil das unidades de potência, limitando o uso de três motores por piloto por temporada, ou seja, um motor para cada sete corridas do campeonato, e levando as construtoras a usar materiais menos sofisticados para reduzir drasticamente os custos de fornecimento às equipes menores do grid.
A F1 planeja limitar em até três o número de motores usados por cada piloto a partir da temporada 2017 (Foto: Red Bull)
Outra mudança importante diz respeito ao congelamento do desenvolvimento de peças das unidades de força consideradas ‘maduras’, de modo que tais componentes não tenham mais a necessidade de um investimento maior para elevar seu desenvolvimento. 
 
Além disso, uma das propostas em pauta será definir uma lista de peças-padrão, que podem ser fornecidas por uma única fornecedora, algo que poderia incluir o MGU-H (unidade geradora de calor) e o MGU-K (unidade geradora de energia cinética), proporcionando às equipes maior liberdade para escolher outros fornecedores para os sistemas elétricos da unidade de potência.
 
Entretanto, tal proposta esbarra na Honda. De acordo com o ‘Motorsport.com’, a montadora japonesa é contra a ideia de Mercedes, Ferrari e Renault de abolir de vez a construção própria do MGU-H, entregando o componente para um único fornecedor. Mas a Honda entende que o desenvolvimento da peça é parte importante do seu envolvimento com a F1.
A Honda é contrária a adotar um fornecedor único para componenttes de energia híbrida do motor  (Foto: Honda Racing/Divulgação)

Yasuhisa Arai entende que o desenvolvimento de tecnologias híbridas é uma das principais razões para o retorno da Honda ao esporte e, caso tais peças sejam entregues a um fornecedor único, não haveria motivos para a permanência da fábrica no grid.

 
Por outro lado, a Ferrari, depois da Conferência do Clima, em Paris (COP21), enxerga que o desenvolvimento das energias híbridas é fundamental, de modo que qualquer passo atrás da F1 nesse sentido, ainda que seja para reduzir custos, iria na contramão da tendência mundial.

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