Por estabilidade, médicos descartam transferir Schumacher para outro hospital: "Seria perigoso"
Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (31), os médicos do Centro Hospitalar Universitário de Grénoble descartaram a possibilidade de transferir Michael Schumacher para outro hospital. Profissionais avaliam que mudança seria arriscada
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Michael Schumacher segue internado em coma induzido no Centro Hospitalar Universitário de Grénoble, na França, onde luta contra as lesões sofridas em um grave acidente ocorrido na estação de esquie de Méribel, em Saboia.
O heptacampeão da F1 caiu enquanto esquiava em um trecho entre duas pistas demarcadas na estação nos Alpes Franceses e bateu com a cabeça em uma pedra. O ex-piloto foi submetido a uma primeira cirurgia horas mais tarde e passou por um segundo procedimento na última noite.
Apesar de os médicos terem identificado uma ligeira melhora na condição do piloto, a avaliação geral é de que Michael permanece em estado crítico e ainda corre risco de morrer.
Por conta do estado delicado, o corpo clínico do CHU de Grénoble descarta a possibilidade de transferir Schumacher para outra instituição. Ainda no domingo, dia do acidente, Michael foi transferido de um hospital menor em Moûtiers para o CHU, onde já chegou em coma.
Jean-François Payen, anestesista-chefe do CHU, afirmou que transferir Schumacher seria muito arriscado, mas deixou a porta aberta para uma reavaliação futura. O médico, no entanto, ressaltou que, no momento, Michael precisa ficar em uma condição estável.
“Qualquer transferência neste momento seria muito perigosa, dada à sua frágil situação médica”, explicou Payen. “Em um momento futuro, vamos discutir isso novamente e decidir com a família. Vamos decidir quando uma transferência será possível, mas, no momento, com o trabalho que está sendo feito e com o apoio que estamos recebendo da comunidade médica, achamos que é importante que ele seja tratado aqui, e essa questão de transferir ou não será tratada no futuro”, continuou.
“Temos uma estratégia médica que é, no momento, corrigir um certo número de anomalias que persistem para reanimá-lo, e estamos tentando chegar a essa estabilidade. Quanto mais horas ele ficar em uma situação estável, melhor é”, concluiu.
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