Por imprevisibilidade, chefe da Red Bull defende pré-temporada ainda mais curta

Chrstian Horner não sente falta das pré-temporadas mais longas. Pelo contrário: com carro cada vez mais confiáveis, o dirigente destaca que seria possível ter menos do que os seis dias atuais para tornar corridas mais imprevisíveis

Via de regra, ter mais dias de pré-temporada é algo que ajuda equipes a entender melhor seus respectivos carros a chegar melhor preparados para o GP da Austrália. Isso não significa, entretanto, que haja um apoio unânime a um aumento no número de dias de atividades, apenas seis em 2020. Pelo contrário: para Christian Horner, chefe da Red Bull, faz mais sentido diminuir ainda mais o período de testes.
 
O argumento de Horner é que, com menos tempo de pista, a Fórmula 1 possa se tornar mais imprevisível. Além disso, o dirigente destaca que os carros já são confiáveis o suficiente, permitindo que se abra mão de algum tempo de pista.
 
“Fico com a sensação de que é um dia longo”, disse Horner, em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO. “Talvez as sessões não precisem ir até as 18h, talvez 17h seja suficiente. Isso [ir até tarde] mostra como esses carros já são confiáveis. E, claro, ter menos testes significaria maior imprevisibilidade, principalmente nas primeiras corridas. Então há um argumento para defender que talvez tenhamos que reduzir mais o número de dias”, seguiu.
Christian Horner não sente falta de pré-temporadas longas (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

“Ter apenas um teste de três dias seria muito desafiador para os pilotos. É claro, isso é algo que favoreceria os mais experientes no começo do ano”, ponderou.

 
A opinião de Horner é parecida com a de Andy Stevenson, diretor-esportivo da Racing Point. O dirigente não fala em reduzir o número atual de dias, mas sente que a decisão de baixar de oito para seis sessões foi um acerto da F1.
 
“Nós temos tantas ferramentas disponíveis antes de ir para a pista. Temos nossas ferramentas de simulação, temos o túnel de vento, então temos uma boa noção de como o carro vai operar. Para os pilotos, acho que seis dias é uma quantidade boa para pegar ritmo de jogo, como se diz. Aí eles têm uma boa noção de como o carro funciona e como eles se sentem. De um ponto de vista esportivo, acho que é até melhor porque tira parte da previsibilidade”, encerrou Stevenson, falando ao site ‘Race Fans’.

GRANDE PRÊMIO cobre AO VIVO, em TEMPO REAL e ‘in loco’ os testes de pré-temporada da F1 em Barcelona com o repórter Vitor Fazio. Siga tudo aqui.

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