Por premiação em dinheiro, diretor da Manor Marussia se preocupa com chegada da Haas à F1 em 2016
Na visão de Graeme Lowdon, agora a Manor terá de trabalhar muito mais para ao menos conseguir se garantir como a décima força da F1. Só as dez primeiras colocadas do Mundial de Construtores recebem premiação em dinheiro por parte da FOM
A cúpula da Manor Marussia já expressou, em algumas oportunidades, ideias opostas à nova equipe da F1, a Haas, que deverá aportar na categoria em 2016. Uma delas diz respeito à proposta dos carros clientes. Enquanto o time britânico se mostrou fortemente contra ao que foi sugerido pelo Grupo de Estratégia, a Haas, que contará com a parceria da Ferrari, é uma das grandes defensoras do novo conceito.
Agora, a Manor expressou sua preocupação com a chegada do time norte-americano pelo receio de perder a premiação oferecida aos dez primeiros colocados do Mundial de Construtores.
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Segundo o dispositivo que rege a distribuição de dinheiro, uma equipe que termine fora do top-10 dois dos últimos três anos não terá direito a receber qualquer premiação por parte dos direitos comerciais da F1.
A partir do ano que vem, o grid da F1 contará com 22 carros, mas a última dentre as 11 equipes do Mundial não receberá a premiação destinada pela FOM (Formula One Management) aos construtores. Assim, Graeme Lowdon entende que seu time terá de trabalhar muito mais para assegurar uma valiosa vaga no top-10.

Questionado pela revista ‘Autosport’ a respeito da preocupação com a chegada da Manor, Lowdon não hesitou: “Sim, positivo. Pelo que eu posso ver, a equipe que está chegando no ano que vem tem uma ideia diferente de um carro de F1. Será interessante ver sua evolução”, comentou o dirigente britânico, chefe da Manor.
“Vai ser interessante ver como será todo o progresso. Mas temos de focar no que podemos fazer dentro das regras, e tentar ser competitivos o quanto possível para o ano que vem. Estamos desenvolvendo o próximo carro. Estou feliz com o progresso, que realmente parece bom, e isso dá um impulso para todo mundo seguir trabalhando”, afirmou.
“Como sabe, as corridas na segunda metade do ano vão passar rápido, então não podemos ser complacentes e, da mesma forma, não podemos esperar a performance que está por vir”, acrescentou Lowdon.
O começo da temporada para a Manor foi dos mais difíceis, com o time sequer conseguindo ligar seus motores para alinhar na disputa do GP da Austrália. Assim, o debute ficou mesmo para o GP da Malásia. A equipe vem tendo de lidar com as dificuldades de contar com um carro do ano passado, devidamente ajustado ao regulamento deste ano. O motor Ferrari que empurra o MR-03 também é da especificação de 2014.

Depois de muito trabalho para conseguir assegurar a permanência do time na F1, é hora de aproveitar um pouco as férias antes da retomada das atividades de pista na segunda metade da temporada.
“Não tivemos descanso. Sei que é o mesmo para as outras equipes, mas tivemos um começo de ano bastante incomum e sequer tivemos uma oportunidade para respirar, mas agora nós podemos. O pessoal foi testado fisicamente e mentalmente, sem qualquer problema emocional”, declarou.
“Por conta das regras, que nós apoiamos, as fábricas param por duas semanas, então todos os caras vão poder curtir algum tempo com suas famílias, recarregar as baterias e ficar prontos para trabalhar na segunda metade da temporada”, concluiu.
Em dez corridas disputadas em 2015, o melhor resultado da Manor até o momento foi no GP da Inglaterra. O time terminou em 12º lugar com Roberto Merhi, enquanto Will Stevens cruzou a linha de chegada em 13º.
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