Por que acerto da asa traseira da Red Bull não funciona no carro da Mercedes

Depois de Christian Horner, chefe de equipe da Red Bull, apontar a asa traseira da Mercedes como ponto crucial para a vantagem da Red Bull, James Vowles, diretor de estratégia da equipe alemã, explicou por que a configuração no W12 é diferente

Verstappen domina e vence na casa da Red Bull: os melhores momentos do GP da Estíria (GRANDE PRÊMIO com Reuters)

A Mercedes se deparou com uma Red Bull extremamente mais segura desde o GP da França. Parte dessa melhora, segundo a própria equipe, se dá pelas atualizações que fizeram no RB16B, que deu um poder maior para Max Verstappen e Sergio Pérez com melhor velocidade reta.

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Mas, além disso, o que permitiu que a Red Bull dominasse foi optar por um design de asa traseira de baixa resistência aerodinâmica e downforce, diferente da Mercedes, que prefere usar uma asa traseira maior. Christian Horner, chefe da equipe da marca dos energéticos, foi claro sobre o papel que as diferentes opções da asa traseira desempenhavam nas características de ambos os carros.

“Eles [Mercedes] tinham uma asa traseira que parecia uma porta de celeiro em seu carro para esta corrida e nós tínhamos uma asa traseira bem fina”, analisou ele. “Então você não precisa ser um engenheiro de foguetes para descobrir por que tendemos a ser um pouco mais rápidos nas retas”, comentou.

Christian Horner afirmou que a asa traseira usada pela Mercedes é grande “como uma porta de celeiro” (Foto: Mercedes)

No entanto, para James Vowles, diretor de estratégia da equipe alemã, a Mercedes acredita que que seus níveis atuais de força estão corretos.

“Claro, você poderia ter menos asa traseira e ir mais rápido na reta, mas você estaria sacrificando o desempenho nas curvas e não só isso”, explicou ele no pós-corrida do GP da Estíria. “Isso também tem um efeito no desgaste dos pneus. Pelo contrário, menos asa traseira permite ultrapassar um pouco mais, há uma compensação.”

“É o que devemos usar para ultrapassagens, classificação e corrida, e no nosso caso, o resultado é a configuração da asa traseira que você vê”, seguiu.

“A asa da Red Bull é um pouco mais baixa que a nossa, mas eles também têm uma altura traseira muito maior, então é muito difícil comparar o arrasto que o carro deles gera em relação ao nosso. O que sabemos é que com o nosso carro, e já o vimos, a asa traseira que temos é ótima para o tempo de volta e, no final das contas, é isso que significa para a corrida”, concluiu Vowles.

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