Por “supersaturação”, Ecclestone se opõe a calendário longo na F1 e defende 16 GPs

Bernie Ecclestone sente que é hora de o Liberty Media voltar atrás e cortar o calendário para 16 provas, tornando as etapas do campeonato mais valiosas. A gestão do dirigente, entretanto, foi a que começou a expandir a temporada

Bernie Ecclestone não está de acordo com os calendários progressivamente mais longos da Fórmula 1. A decisão do Liberty Media de expandir a temporada, que passa a ter 22 GPs em 2020, foi recebida de forma negativa pelo antigo chefão. É que Ecclestone acredita que a F1 corre o risco de ficar saturada ao ter provas demais.
 
Questionado sobre o calendário novo e sobre a possibilidade de expansão para até 24 GPs em 2021, Ecclestone defendeu um corte drástico no total de provas, evitando que as provas sejam banalizadas.
 
“Isso seria muita coisa, definitivamente. 16 corridas já seria o suficiente”, disse Ecclestone, perguntado pela revista alemã ‘Auto Motor und Sport’. “Quanto mais corridas, mais o produto se desvaloriza. Já tivemos essa supersaturação no tênis. São mais de 100 torneios, mas nem dez deles importam”, seguiu.
Bernie Ecclestone (Foto: Reprodução)

“Se forem só 16 corridas, os organizadores vão precisar pagar mais, de acordo com isso. E eles vão pagar, porque o evento se torna mais valioso, já que o número de GPs fica escasso”, destacou.

 
O calendário de 2020 tem o recorde de 22 por conta das adições dos GPs da Holanda e do Vietnã, com somente o GP da Alemanha sendo eliminado. O recorde anterior era de 21, número observado em 2016, 2018 e 2019.
 
A gestão de Ecclestone na Fórmula 1, com duração até 2016, não ficou marcada por calendários curtos. O total de 16 provas, comum nos anos 1980 e 1990, foi abandonado ainda na virada do século, em 2003. O último ano de Bernie como homem forte da categoria teve o total de 21 corridas – exatamente o mesmo de 2019.
 

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