Preocupado, Ecclestone mostra pessimismo com situação financeira de Monza: “Chance de perdê-la é grande”

O tradicional autódromo de Monza está enfrentando uma séria crise financeira nos últimos anos. Como consequência, corre o risco cada vez maior de sair em definitivo do calendário da F1 pela primeira vez na história. E nem Bernie Ecclestone consegue mostrar otimismo com a situação. Hockenheim, outra pista ameaçada, também está com a situação em aberto

As últimas temporadas da F1 não estão muito boas para seus fãs tradicionais. Depois da eliminação de Nürburgring do calendário, Monza parece cada vez mais próxima de se despedir do certame.
 
Bernie Ecclestone, preocupado com a situação do tradicional circuito italiano, mostrou pessimismo quanto às condições financeiras de Monza.
Monza, tradicional pista da F1, está próxima de sair do calendário (Foto: Getty Images)
“Eu não sei como fica a situação de Monza por enquanto. Eu tenho algumas reuniões lá em setembro, então vamos ver o que acontece. Eu espero que a gente não perca a pista, mas a chance disto acontecer é bem grande”, disse.
 
Mas o lado ortodoxo de Bernie logo voltou a dar as caras: Monza não terá privilégios apenas por ser um autódromo tradicional.
 
“Nós não vamos dar benefícios para ninguém. Não podemos abrir exceções. As condições são as mesmas para Monza e para qualquer outra pista nossa do calendário”, afirmou.
 
Monza está no calendário da F1 desde 1950, saindo apenas em 1980, quando deu espaço para Ímola sediar o GP da Itália daquele ano. Todavia, na ocasião já estava acertado que a etapa de 1981 voltaria ao palco tradicional
 
Além de Monza e Nürburgring, outra pista que não vive o melhor de seus dias é Hockenheim. A pista alemã, que deveria receber o GP da Alemanha em 2016, precisa fazer das tripas coração para não deixar as contas no vermelho.
 
Todavia, Bernie parece estar mais otimista com a situação de Hockenheim do que com a de Monza.
Monza recebe uma das provas mais tradicionais do calendário (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
“Eu espero que eles recebam algum tipo de auxílio interno. A Alemanha precisa dar uma força para eles. Com as pessoas que falamos em Nürburgring, não vimos interesse algum. Mas eles não são gente de corrida, os de Hockenheim são”, analisou.
 
“Eu não tenho a menor ideia do que vai acontecer. Temos contrato com Hockenheim até 2018, vamos ver o que vai acontecer”, finalizou.
 
Apesar da crise, a F1 segue seu caminho na temporada 2015. E a próxima corrida do calendário está marcada para Spa-Francorchamps, neste final de semana.

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