Presidente da FIA defende fim do poder de veto da Ferrari às decisões da F1: “Os tempos mudaram”

Aos olhos de Jean Todt, é hora de rever um dos privilégios da Ferrari na F1. O presidente da FIA acredita que o poder de veto dado aos italianos na década de 1980 foi importante, mas perdeu sentido na atualidade

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Jean Todt, presidente da Federação Internacional de Automobilismo, acredita que chegou a hora de acabar com um dos privilégios da Ferrari na F1. De acordo com Todt, o poder de veto dos italianos à propostas de novas regras da F1 pertence ao passado e deveria ser descartada.
 
Todt acredita que o veto fazia sentido em uma época de Ferrari isolada como uma das poucas equipes não sediadas no Reino Unido, na década de 1980. Na atualidade, a história é outra.
 
“Esse veto é da época do Enzo Ferrari, quando ele estava isolado em Maranello”, recordou Todt, ex-chefe de equipe da Ferrari na F1. “Era a única equipe que fornecia motor e chassi, enquanto outras eram todas parceiras da Ford. Naquela época, por estar distante daquilo que a gente pode chamar de Vale do Silício do automobilismo, eles precisavam de uma proteção. Essa é a história do veto. Pessoalmente, sinto que não sou a favor disso. Os tempos mudaram”, opinou.
O poder de veto é um trunfo da Ferrari na F1 (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

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O veto permite que a Ferrari altere qualquer proposta de mudança no regulamento. Em 2015 – ano do uso mais recente do poder –, os italianos impediram a criação de um teto de preços para venda de motores e caixas de câmbios para equipes adversárias.
 
Não faz muito tempo que a F1 teve a chance de acabar com o veto. No começo da década, equipes se reuniram e mantiveram o poder exclusivo da Ferrari.
 
“Eu fui o único contra, o único”, contou Todt. “Lembro que era uma reunião em Paris, na sede da FIA. Era um encontro de detentores de direitos comerciais e todas as equipes estavam lá. Eu perguntei sobre a posição a respeito do veto da Ferrari e todos disseram que não tinha problema. Então seria inapropriado eu sozinho dizer que sou contra o veto. Só mudamos as palavras na escrita do veto”, revelou.
 
No futuro próximo, todavia, a história pode ganhar outro rumo. O Liberty Media não esconde o desejo de rever privilégios da Ferrari – além do poder de veto, a maior fatia na divisão do dinheiro de premiação da F1. As negociações fazem parte de um pacote de mudanças que deve ser introduzido em 2021.
 
”VOCÊ TEM DE RESPEITAR”

EMOÇÃO GENUÍNA DE BARRICHELLO É EXEMPLO DE MOTIVAÇÃO

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