Presidente da FIA descarta uso do terceiro carro em 2015 e diz que F1 pode sobreviver com nove equipes

Jean Todt, presidente da FIA, deixou claro que, mesmo que a Marussia e a Caterham não retornem ao grid em 2015, não vai pedir às equipes de ponta que coloquem um terceiro carro na pista, como forma de completar o grid

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) não vai pedir às equipes de ponta que coloquem na pista um terceiro carro para a próxima temporada, mesmo que a Caterham e a Marussia não tenham condições de retornar ao grid.

No último fim de semana, um anúncio divulgado pela CA Global Partners revelou um leilão dos carros, dos maquinários e de outras peças da equipe anglo-russa, além do fechamento de sua sede em Banbury, na Inglaterra, decretando o encerramento das atividades e das negociações que tentavam ainda repassar o time a um novo comprador.

Enquanto isso, a Caterham ainda está sob a administração judicial e busca também um novo proprietário, como forma de garantir a sequência do trabalho em sua fábrica, na região de Leafield, também na Inglaterra.

Jean Todt não quer saber de terceiro carro no grid (Foto: AP)

A equipe verde, graças a uma vaquinha virtual, conseguiu alinhar na etapa final em Abu Dhabi, depois de faltar aos GPs dos EUA e do Brasil. Já a Marussia sequer pôde voltar depois da prova na Rússia.

Se qualquer uma das duas retornar, aí o grid volta a ter 20 carros, algo que cumpre os acordos entre a FIA e a FOM (Formula One Management), responsável pelos direitos comerciais e de imagens da F1. No entanto, se isso não acontecer, a entidade pode intervir e pedir o carro extra.

Os contratos afirmam que, se o grid tiver menos de 20 carros, a FIA pode fazer uma solicitação para que algumas equipes — no caso, isso começaria por Red Bull, Ferrari e McLaren — disputem o campeonato com um modelo extra. Só que o pedido precisa ser feito com 60 dias de antecedência, no mínimo.

Entretanto, o cenário não parece esse. Mesmo tendo tempo suficiente, Jean Todt, presidente da FIA, deixou claro que não vai investir na questão do terceiro carro. "Nós podemos correr com nove equipes. Não é um desastre", disse o francês. "Eu me lembro de um grid com 16 motos na MotoGP e, ainda assim, as corridas eram muito boas."

Embora entenda que a questão dos custos precisa ser examinada com mais cuidado na F1, o dirigente não acredita que o fracasso de Marussia e Caterham signifique uma crise no esporte. Todt justifica o ponto de vista, lembrando que a Haas vai integrar o grid em 2016 e que existe a possibilidade ainda de atrair novos times.

"Faz parte da F1", ressaltou."Você tem equipes que historicamente sempre estiveram aqui, times apoiados por benfeitores que entravam e saíam e pequenas escuderias. Tudo isso é a F1. Não estou feliz em ver que a Marussia e a Caterham têm problemas. Eu simpatizo com elas, mas isso sempre aconteceu", acrescentou o francês.

"Em 2016, nós teremos uma nova equipe chegando. Então, na pior das hipóteses, vamos enfrentar o próximo ano com nove times e, em 2016, dez. Podemos ainda fazer um novo processo para atrair uma ou mais equipes. Queremos incentivar times e patrocinadores, por isso, sei que precisamos reduzir os custos", encerrou.

O PRIMEIRO CARRO DE AYRTON SENNA

O primeiro carro usado por Ayrton Senna na F1 foi colocado à venda no Reino Unido. A Cars International, que trabalha com carros históricos, informou que a Toleman com que o tricampeão do mundo estreou na categoria está em negociação. O modelo é o TG183B #5, guardado até o início dos ano 90, quando foi adquirido e restaurado pelo americano Mike Earl.

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