Presidente da FIA diz que “vai levar décadas” até que F1 possa usar motor elétrico

Jean Todt, presidente da FIA, não vê a Fórmula 1 adotando motores elétricos. Afinal, segundo ele, a tecnologia para que os motores EV alimentem a categoria vai demorar muito tempo para chegar

Qual o futuro da Fórmula 1? Muitas são as especulações com relação a uma possível mudança para os motores elétricos em meados da próxima década, mas ninguém na organização aponta para essa medida. De acordo com o presidente da FIA, Jean Todt, ainda vai demorar bastante para que isso seja ao menos possível.
 
De acordo com Todt, não há tecnologia elétrica no mundo automotivo que consiga alimentar carros da F1 – nem sequer perto. E vai demorar bastante até que chegue esse dia, dezenas de anos, na realidade. E talvez jamais aconteça. 
Jean Todt (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
"No momento, dá para considerar a F1 apenas com motor híbrido. Não há como imaginar a Fórmula E substituindo a F1. 300 kms? Não existe um único carro elétrico hoje que seja capaz de andar 300 km na velocidade de um F1", afirmou ao site norte-americano 'Motorsport.com'.
 
"Vai levar décadas até que isso possa acontecer, se um dia acontecer", falou. 
 
"Hoje, o híbrido é a escolha certa. O próximo passo é descobrir como podemos garantir combustíveis mais verdes", concluiu.
 
Ainda que não veja a F1 elétrica no futuro, Todt é desde o início um dos grandes incentivadores da Fórmula E desde a concepção, em 2014. Foi ele, inclusive, quem bateu o martelo sobre o modelo escolhido para ser o Gen2.
 

Paddockast #46
OS 10 MELHORES PILOTOS DA DÉCADA

Ouça: Spotify | iTunes | Android | playerFM

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube