Prévia: Interlagos é razão para esperar corrida boa na já definida F1 2015

Diz o ditado que panela — ou pista, no caso — velha é que faz comida — corrida — boa. É a expectativa a cada vez que a F1 vem a Interlagos para o GP do Brasil — mas ainda mais em um campeonato que já está decidido a favor de Lewis Hamilton e da Mercedes. Quem sabe a chuva não dá as caras na secura paulistana?

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Os campeonatos da F1 estão decididos há semanas, mas equipes e pilotos continuam batendo cartão. Neste domingo (15), o sempre aguardadíssimo GP do Brasil acontece em Interlagos, e a esperança é de que o ditado se confirme: se panela velha é que faz comida boa, bom será se a velha pista de Interlagos produzir uma corrida daquelas.

 
O Autódromo José Carlos Pace vem modificado, mas o traçado continua o mesmo do ano passado. São 4309 metros em meio a subidas e descidas, curvas de média e baixa. No miolo, uma curva depende da outra, e acertar em cheio a sequência é sempre um desafio.
 
As mudanças foram nos boxes. Teve início a tão esperada reforma no paddock, com a construção de uma nova torre de controle e um novo prédio de apoio para uso das equipes. As obras não terminaram, e o acabamento ainda está por fazer, mas uma das queixas das equipes — a falta de espaço — estará minimizada na corrida de 2015.
Como está Interlagos às vésperas do GP do Brasil de F1 (Foto: Autódromo de Interlagos)
Em meio a essa fase de transição para o circuito, as estruturas das equipes já estão devidamente montadas. A partir da manhã desta quinta, os times fazem as suas coletivas de imprensa, bem como a FIA junta Jenson Button, Nico Hülkenberg, Felipe Massa, Felipe Nasr, Sebastian Vettel e Max Verstappen para a sua coletiva oficial.
 
Na verdade, falta mesmo o povo da Lotus correr para aprontar tudo. Nesta quarta, o espaço do time em Interlagos só foi liberado depois que cerca de US$ 25 mil (em torno de R$ 94 mil) foram pagos aos promotores do GP do Brasil.
 

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Posted by Grande Prêmio on Quinta, 12 de novembro de 2015


E o chão?
 
Na hora de falar de ‘chão’, como se diz na gíria, claro que a Mercedes é de novo a grande favorita. Hamilton, o adoentado que precisou atrasar a viagem em um dia, e que também começou a semana se envolvendo em um acidente de trânsito em Mônaco, tentará vencer pela primeira vez em Interlagos. o que ele pensa? Claro, em igualar Senna. "Se eu puder mudar isso neste fim de semana, então seria uma saudação perfeita a ele e outro destaque neste ano incrível. Por isso, vou fazer de tudo mais que isso aconteça", afirmou o inglês, que já soma dez vitórias em 2015, além, é claro, de ter conquistado o tricampeonato.
 
Detalhe que, nas maior parte das outras temporadas, ele chegou a São Paulo ainda pensando em título. Só em 2009, 2011 e 2013 que não. E agora, na primeira vez em que ele foi campeão antecipado. Talvez seja a dose extra de tranquilidade que lhe falta para ganhar em um dos países em que têm mais torcida.
Hamilton embarcou para o GP do Brasil (Foto: Reprodução/Instagram)

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Em 2014, a Williams se mostrou bem como segunda força e viu Felipe Massa subir ao pódio em terceiro — apesar de dois erros nos boxes e  um drive-through. Neste ano, porém, a Ferrari pode representar uma ameaça mais forte.

 
Os italianos têm um bom motor e um carro que é equilibrado. Se a potência dos Mercedes da Williams pode fazer a diferença no primeiro e no terceiro setores do traçado, a Ferrari vai tentar compensar no miolo.
 
A Red Bull é outra que pode tentar ganhar em relação aos rivais ali. Aliás, os rubro-taurinos vêm de corridas boas. Por razões um tanto particulares, é verdade, mas é um desempenho notavelmente melhor. Eles — assim como a Toro Rosso — agradecerão ainda mais se aquela velha conhecida de Interlagos der as caras: a chuva.
 
A previsão do tempo indica a chance de chuva nos três dias de atividades. A princípio, não chove no domingo à tarde. Contudo, uma chuva pela manhã pode interferir na situação da pista para a hora da largada, às 14h.
 
Outra que merece ser citada pelo desempenho das últimas provas é a Force India. Sergio Pérez e Nico Hülkenberg tem obtido boas classificações e também corridas. E Nico, é claro, tem um bom retrospecto no GP do Brasil. Fez a pole, em 2010, e liderou 30 voltas em 2012. Teve sua grande chance de vitória — e de pódio — até hoje até se enroscar com Hamilton.
Daniil Kvyat se divertiu de kart nesta quarta-feira em São Paulo (Foto: Felipe Tesser/Grande Prêmio)
Já a Lotus ficou um pouco para trás, estagnada com seus problemas financeiros e a falta de desenvolvimento do carro. A McLaren, coitada, continua lá em seu calvário. Com sorte, pontua — e justamente o tipo de sorte que costuma dar as caras no Brasil.
 
Falta falar da Sauber de Felipe Nasr, que também fica neste bolo. O brasileiro tem experiência em Interlagos com carro de F1, tendo treinado na pista com a Williams no ano passado. Ele ficou fora dos pontos no México, porém havia pontuado nas duas provas anteriores. Está em 14º no campeonato, à frente de pilotos de equipes que têm mais pontos que a Sauber, como Pastor Maldonado e Carlos Sainz. Um  resultado forte no Brasil seria bom para marcar o fim de um ano sólido de estreia — ainda que haja o GP de Abu Dhabi após a corrida de Interlagos.
 
Lá atrás, Alexander Rossi se despede da Marussia, já que anda na GP2 em Abu Dhabi e, portanto, devolve o carro para Roberto Merhi. Seguirá na briga interna com Will Stevens.

O GRANDE PRÊMIO cobre o GP do Brasil neste fim de semana com grande equipe: Flavio Gomes, Evelyn Guimarães, Fernando Silva e Rodrigo Berton. Acompanhe aqui.

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1) Ah, não podia deixar de ser mencionado: as grid-girls ganharão a companhia de grid-boys no GP do Brasil. É a primeira vez que isso vai acontecer na F1. Em Mônaco, neste ano, as moças foram trocadas pelos garotos.

2) Esta será a 43ª edição do GP do Brasil, disputado ininterruptamente desde 1972, e a 33ª em Interlagos. Outras dez aconteceram em Jacarepaguá, em 1978 e de 1981 a 1989.

3) O traçado que é usado desde 1990 tem 4309 metros de extensão, praticamente metade dos originais 8 km. A reforma que salvou o GP e manteve o país no calendário aconteceu às pressas, tendo início em novembro e deixando tudo pronto, ainda que no jeitinho brasileiro, para a corrida em março.

4) Vencedores do GP do Brasil ainda em atividade na F1: Nico Rosberg (2014), Sebastian Vettel (2010 e 2013), Jenson Button (2012), Felipe Massa (2008 e 2006) e Kimi Räikkönen (2007).

5) O maior vencedor, para desgosto de grande parte dos torcedores brasileiros, é Alain Prost, com seis triunfos. Michael Schumacher ganhou quatro vezes, seguido por Carlos Reutemann, com três triunfos. O argentino ainda tem um quarto troféu, conquistado na prova extra-campeonato de 1972.

6) O último piloto que venceu duas vezes seguidas o GP do Brasil foi Juan Pablo Montoya, em 2004 e em 2005. Antes dele, Mika Häkkinen em 1998 e 1999.

7) Em oito das últimas 20 edições do GP do Brasil, o vencedor largou na pole. Por outr lado, apenas em quatro oportunidades alguém que largou de terceiro para trás foi ao alto do pódio.

 (Foto: Duda Bairros/GP Brasil)

 

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