Principal voz da Fórmula 1 e do esporte no Brasil, Galvão Bueno completa 70 anos

Galvão Bueno chega aos 70 anos nesta terça-feira e é inegável que o narrador é a voz mais famosa do esporte a motor do país

Feliz: “Últimas curvas para Ayrton Senna. (…) Aí vem Senna na reta. É o final da prova. Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna… do Brasil! Ayrton Senna do Brasil! Ele pega a bandeira, repete o ritual, vai à loucura a arquibancada em Interlagos!”

Triste: “Cadê o Glock? Cadê o Glock? Cadê o Glock? E o Glock não aguentou e não resistiu… Na última curva… Na última curva…”

Os exemplos dos GPs do Brasil de 1993 e de 2008 são apenas dois dentre os tantos que simbolizam como Galvão Bueno tem a capacidade de transmitir sentimentos ao torcedor brasileiro com suas narrações – há 38 anos, para ser específico, na Fórmula 1.

Nesta terça-feira (21), a voz mais conhecida e reconhecida pelo brasileiro dentro da principal categoria do automobilismo, e no esporte em geral, completa 70 anos – ou seja, mais da metade da vida com dedicação à F1.

Galvão Bueno narra Fórmula 1 desde 1982 (Foto: Divulgação/TV Globo)

Além dos clássicos bordões, como “Ayrton Senna… do Brasil!”, “Rrrrrrubens Barrichello” e “chegar é uma coisa, passar é outra”, Galvão pode agradecer à F1 pela criação de um dos mais famosos e populares: “Bem, amigos!” surgiu em uma transmissão da categoria.

Segundo o próprio, foi em um GP da Austrália, na qual percebeu que no Brasil era madrugada e, em vez de “boa madrugada”, trocou por “amigos”. O resto é história.

É importante notar, também, que tal história inclui mais de 20 vitórias de Senna narradas por ele, tal como a quebra da ‘seca’ de triunfos do Brasil na categoria, triunfos em Interlagos e as mais recentes vitórias do país, com Barrichello na Brawn GP.

Ou seja: Galvão dá muito mais sorte do que azar na cabine de transmissão, por mais que muitos ainda insistam em ‘cornetar’ a voz mais famosa do país.

Galvão Bueno no paddock de Interlagos (Foto: Duda Bairros/Vicar)

A longínqua carreira começou no rádio paulista, na Gazeta, em 1974, logo passando para a TV da mesma marca. Antes da Globo, ainda teve passagens por Record e Bandeirantes.

Ao local mais famoso, chegou em 1981. No ano seguinte, estreou na F1 com o GP da África do Sul – quando narrou o vencedor errado, dizendo que Carlos Reutemann havia triunfado, quando na verdade Alain Prost foi ao lugar mais alto do pódio. ‘Perdoado’, não perdeu o emprego. Sorte da TV brasileira.

Em 1992, apostou na Rede OM (atual CNT), em passagem de cerca de um ano. Em 1993, voltou à Globo, e de lá não mais saiu. Parabéns e ‘Fala, Galvão!’. Enquanto der.

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