Quase 15 anos depois, Brawn lembra chegada polêmica envolvendo Schumacher e Barrichello na Áustria: “Foi um erro”

Ocorrida em maio de 2002, a polêmica ordem de equipe que levou a uma controversa chegada do GP da Áustria para Michael Schumacher e Rubens Barrichello ainda ecoa no mundo da F1. Ross Brawn, diretor da Ferrari àquela época, relembrou o episódio marcante em Spielberg e afirmou que a decisão da equipe italiana foi um erro: “Se pudesse voltar, não teria feito o que fizemos”

 

O próximo dia 12 de maio vai representar o aniversário de 15 anos de um dos acontecimentos mais marcantes da F1 em toda a sua história. A cena ainda está na retina de muitos dos amantes do esporte e foi eternizada com a icônica narração ‘hoje não, hoje sim’ de Cléber Machado, da TV Globo. Rubens Barrichello dominou todo o GP da Áustria naquele domingo de Dia das Mães, mas depois de receber uma série de ordens da Ferrari para deixar Michael Schumacher passar, o brasileiro, após relutar muito, só entregou a vitória ao então companheiro de equipe nos metros finais, pouco antes da linha de chegada. Os sons daquela polêmica ecoam até hoje e forma lembrados por Ross Brawn, à época diretor da Ferrari e um dos pilares dos ‘anos de ouro’ do time de Maranello na F1.

 
No fim das contas, a ordem de equipe não mudou em nada o destino de Schumacher naquela temporada, uma vez que o alemão conquistaria o pentacampeonato na França, em julho, restando ainda seis corridas para o fim da temporada 2002. Ross Brawn entende que a atitude da Ferrari ao pedir para Barrichello deixar Schumacher passar foi um enorme erro e que, se o GP da Áustria de 15 anos atrás fosse disputado hoje, sua atitude seria muito diferente.
 
“Refletindo, a Áustria foi um erro”, admitiu Brawn em entrevista à revista britânica ‘F1 Racing’. O ex-dirigente e, até hoje, um dos homens mais influentes da F1, recordou os momentos que antecederam a maior polêmica recente do esporte.

window._ttf = window._ttf || [];
_ttf.push({
pid : 53280
,lang : “pt”
,slot : ‘.mhv-noticia .mhv-texto > div’
,format : “inread”
,minSlot : 1
,components : { mute: {delay :3}, skip: {delay :3} }
});

(function (d) {
var js, s = d.getElementsByTagName(‘script’)[0];
js = d.createElement(‘script’);
js.async = true;
js.src = ‘//cdn.teads.tv/media/format.js’;
s.parentNode.insertBefore(js, s);
})(window.document);

O polêmico desfecho do GP da Áustria de 2002 ainda ecoa no mundo da F1 (Foto: AFP)
“Antes da corrida nós discutimos sobre como administraríamos essa situação se acontecesse. Então entramos na corrida, Rubens estava à frente de Michael e lhe dissemos: ‘Ok, pode deixá-lo passar agora’.”
 
“’Não, não me peça para fazer isso. Esta é minha grande chance de vencer a corrida. Não pode pedir para eu fazer isso!’, respondeu Rubens. Neste momento, Michael também estava no rádio e queria saber quando Rubens iria deixá-lo passar, como havíamos acordado previamente. Como conciliar tudo isso se não fizemos o que havíamos dito que faríamos na reunião. E assim foi, em última análise, por que dissemos a Rubens que ele teria de fazer isso, e claro, fez disso uma grande amostra do quanto ele estava chateado”, lembrou Brawn, citando a forma como Barrichello permitiu que Schumacher fizesse a ultrapassagem.
 
A reação do público em Spielberg foi imediata. A Ferrari recebeu uma vaia histórica. Completamente constrangido, Schumacher colocou Barrichello no topo do pódio enquanto tocava o hino alemão. Mesmo em uma época em que as redes sociais não tinham a grande influência como agora, o mundo reagiu com consternação à atitude da equipe italiana. O time até hoje sofre com as críticas daquela ordem de equipe.
 
“Logo a coisa piorou porque Michael viu a reação do público e colocou Rubens no degrau mais alto do pódio, e porque a FIA nos multou em US$ 1 milhão. Se eu olho para trás, insisto que a troca de posição teve consequências muito piores do que teria sido apenas um mero problema interno da equipe. As consequências daquilo foram muito piores se Rubens tivesse vencido a corrida e se tivéssemos discutido isso de forma privada”, salientou.
 
Assim, Brawn entende que tudo teria sido muito diferente se Barrichello vencesse o GP da Áustria de 2002, que seria a sua segunda vitória na F1 depois de triunfar pela primeira vez, de forma heroica, no GP da Alemanha de 2000. “Se pudesse voltar atrás, não teria feito o que fizemos porque as consequências foram maiores do que poderíamos considerar. Algo que deveria ter sido um assinto interno da equipe se tornou muito político”, finalizou o britânico.
BRUNO SENNA FALA DA CARREIRA, DO FUTURO E DA VOLTA DE MASSA

.embed-container { position: relative; padding-bottom: 56.25%; height: 0; overflow: hidden; max-width: 100%; } .embed-container iframe, .embed-container object, .embed-container embed { position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%; }

 
fechar

function crt(t){for(var e=document.getElementById(“crt_ftr”).children,n=0;n80?c:void 0}function rs(t){t++,450>t&&setTimeout(function(){var e=crt(“cto_ifr”);if(e){var n=e.width?e.width:e;n=n.toString().indexOf(“px”)

var zoneid = (parent.window.top.innerWidth document.MAX_ct0 = '';
var m3_u = (location.protocol == 'https:' ? 'https://cas.criteo.com/delivery/ajs.php?' : 'http://cas.criteo.com/delivery/ajs.php?');
var m3_r = Math.floor(Math.random() * 99999999999);
document.write("”);

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube