Racing Point usa túnel de vento da Mercedes por praticidade: “Antes íamos até Colônia”

A Racing Point garante que o principal motivo para usar o túnel de vento da Mercedes no desenvolvimento do RP20, tão parecido com o W10 de 2019, é a conveniência. A equipe de Silverstone agora não precisa ir até Colônia, na Alemanha, para usar estrutura que pertence à Toyota

A Racing Point foi um dos pontos de discussão da primeira semana dos testes da Fórmula 1, sendo acusada de aplicar no RP20 essencialmente os mesmos traços do W10, carro de 2019 da Mercedes. No centro disso está a relação cada vez mais próxima entre as duas escuderias, culminando no uso do mesmo túnel de vento, o dos prateados em Brackley. Ao menos nesse sentido, o chefe Otmar Szafnauer tem uma explicação simples: a estrutura da Mercedes está apenas 12 km distante da sede da Racing Point, em Silverstone.
 
“Nós começamos a usar o túnel de vento deles ano passado”, disse Szafnauer durante entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO. “É muito melhor para nós. O túnel de vento deles está em Brackley e aí alguns engenheiros nossos, ao invés de virar para a esquerda, viram para a direita. A coisa que é realmente conveniente é que antes precisávamos viajar até Colônia, fazer testes em outro país e depois viajar de volta”, seguiu. A cidade alemã abriga o túnel de vento da Toyota, utilizado desde 2015 também pela Racing Point, então Force India.
 
“É simplesmente muito melhor para nós [usar Brackley]. O túnel da Mercedes é muito bom, então não ficamos devendo nada por lá. O resto da equipe de aerodinâmica é nossa mesmo. Nós temos nossa estrutura para desenhar modelos, nosso próprio CFD, nossos próprios computadores. Quando eu cheguei na Force India, ainda usávamos um computador de CFD em Mumbai, algo que não funcionou tão bem. Nossa equipe de aerodinâmica hoje tem bem mais do que 100 pessoas. Mas usamos o túnel de vento da Mercedes, que funciona muito bem para nós”, destacou.
O RP20 nasceu no túnel de vento da Mercedes (Foto: Racing Point)

Szafnauer, entretanto, destaca também que o uso do túnel de vento de Brackley contribuiu para que o RP20 ficasse parecido com o W10.

 
“Nós finalmente tivemos recursos para buscar um carro de perfil mais baixo, encaixando na caixa de câmbio da Mercedes. Nós sempre sofremos com perfil mais alto, que não encaixava. Ninguém sabia porque não falávamos. Esse é o primeiro aspecto. O segundo é que usamos um túnel de vento com o qual estamos confiantes que renderia resultados, porque rendeu para eles. Isso nos deu ainda mais confiança para buscar esse conceito aerodinâmico. E era um risco”, encerrou.
 
A Racing Point teve boas performance na primeira semana de pré-temporada, ficando na metade de cima da tabela de tempos. A equipe compete em 2020 com a mesma dupla de 2019, mantendo Sergio Pérez e Lance Stroll.
 
O GRANDE PRÊMIO cobre AO VIVO, em TEMPO REAL e ‘in loco’ os testes de pré-temporada da F1 em Barcelona com o repórter Vitor Fazio. Siga tudo aqui.
 

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