Rafaela Ferreira aposta em pilota chegando à F1 “em 6 anos”: “Equipes estão engajadas”
Em entrevista ao GRANDE PRÊMIO, Rafaela Ferreira disse que acredita que o suporte das atuais equipes da Fórmula 1 à F1 Academy fará com que uma mulher retorne ao grid em breve
Desde 1992, com Giovanna Amati, a Fórmula 1 não sabe o que é ter uma mulher oficialmente inscrita para participar de um fim de semana de corrida, porém Rafaela Ferreira acredita que o cenário está muito perto de mudar. Mais precisamente em “cinco, seis anos”, a representante da RB na F1 Academy aposta que a principal categoria do automobilismo mundial poderá ver novamente uma mulher ao volante, já que as atuais equipes do grid têm dado muito suporte.
Rafaela cita principalmente a F1 Academy, categoria voltada apenas para pilotas e que visa oferecer a elas um trampolim mais efetivo para a escada dos monopostos que leva à F1. Ano passado, a campeã, Marta García, ganhou um assento na FRECA. Já a vencedora de 2024 estará garantida na GB3 pela equipe Rodin.
A proposta da série é que cada equipe da F1 apadrinhe uma pilota, razão pela qual a jovem de 19 anos acredita que o momento está mais próximo do que nunca. “Acredito que em uns cinco, seis anos, a gente vai ter uma mulher na Fórmula 1”, disse em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO.
“Os times estão engajados pra fazer isso, todos estão pegando uma menina para evoluir, para desenvolver, fazer com que elas tenham performance. Então acredito que, em breve, a gente vai ter sim”, salientou.

Rafaela estreou nos monopostos no ano passado, na recém-criada F4 Brasil, que atualmente surge como principal opção para pilotos da América do Sul que deixam o kart e preferem começar a transição fora da Europa. Ela, inclusive, falou ao GP sobre a importância que a categoria tem em seu próprio processo antes da chegada da F1 Academy.
“Acho que facilita muito a vida dos brasileiros, não só brasileiros também quem mora aqui na América do Sul. Temos argentinos ali no grid, e facilita não ter de ir para a Europa e deixar a família, mudar a cultura, a língua, mudar tudo. Primeiro, a gente aprende aqui, na nossa língua, depois muda de país. Não muda tudo de uma vez”, seguiu.
Sobre a parceria com a RB, Rafaela salientou que o foco inicial é aproveitar o máximo possível a estrutura da equipe na reta final da F4 Brasil. E ainda contou que, assim como de todos os pilotos que começam no kart, o sonho “sempre foi a Fórmula 1”.
“Quero ter essa oportunidade de aparecer, mostrar meu potencial pra eles. Acho que é o que vai fazer diferença para o futuro. E, talvez, a gente chegue à Fórmula 1”, encerrou.
Agora, a Fórmula 1 faz uma pausa de duas semanas e retorna entre os dias 21 e 24 de novembro para o GP de Las Vegas, nos Estados Unidos.
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