Räikkönen minimiza motor e diz que competitividade da Ferrari se deve a “combinação de fatores”

Kimi Räikkönen entende que a maior competitividade da Ferrari se deve a uma combinação de fatores e não só a um ponto específico, como o motor, por exemplo. Ainda assim, o nórdico acha que há áreas em que a equipe italiana precisa dar alguns passos à frente

A Ferrari deu um salto técnico enorme em 2018. Aperfeiçoou o que já era muito bom no carro do ano passado – como a qualidade de cuidar dos pneus e de se adaptar mais facilmente aos compostos mais macios -, mas também trabalhou firme no chassi e no motor. Por isso, Kimi Räikkönen entende que não é possível apontar apenas um único fator como responsável pela crescente competitividade ferrarista.
 
Mas o fato é que a equipe italiana vem trocando de liderança no Mundial de Construtores com a rival Mercedes, com quem trava uma acirrada. Neste momento, a adversária alemã tem dez pontos a mais na tabela. Entre os Pilotos, Lewis Hamilton foi capaz de retomar o comando depois de duas vitórias importantes – na Alemanha e na Hungria -, onde viu o concorrente Sebastian Vettel enfrentar problemas. A diferença entre eles é de 24 tentos, restando apenas nove provas para o fim do campeonato.
 
E embora os rivais indiquem que a unidade de potência italiana seja o segredo do sucesso, Räikkönen tratou de minimizar. "Nós temos um carro decente neste ano e estamos progredindo dia a dia. Há muito o que fazer. Temos de entender como o carro se comporta em cada pista, com os diferentes tipos de pneus e coisas assim", falou aos jornalistas.
Kimi Räikkönen acha que combinação de fatores ajudou Ferrari (Foto: Ferrari)

"Certamente, alguns circuitos são melhores para nós, algumas condições são melhores para uma equipe e outra. Mas acho temos nos mostrado fortes na maioria dos lugares. Então, é uma combinação de fatores", completou. 

 
Só que o finlandês entende que o processo de evolução não pode parar. "Há ainda muita coisa para melhorar enquanto equipe. Isso nunca acaba. Não importa se você está vencendo, tem sempre o melhorar. Isso é algo do esporte e acho que não é possível chegar ao ponto de estar bom o bastante", concluiu o nórdico que tem oito pódios na temporada e a terceira colocação no Mundial.
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