Red Bull cutuca McLaren por desgaste de pneus em Ímola: “Ficamos surpresos com isso”

Diretor-técnico da Red Bull, Pierre Waché disse que o asfalto quente de Ímola afetou os adversários "mais do que a nós, e ficamos surpresos com isso"

A Red Bull não perdeu a a oportunidade de dar aquela cutucada na McLaren depois da vitória de Max Verstappen no GP da Emília-Romanha, realizado neste domingo (18). O diretor-técnico, Pierre Waché, falou que ficou “surpreso” pela rival ter sofrido mais com o desgaste de pneus do que os taurinos, numa clara indireta ao sistema inteligente de resfriamento de freios que deu o que falar depois de Miami.

Na corrida em Ímola, Piastri perdeu o primeiro lugar ainda na largada, em belíssima manobra de Verstappen, mas não conseguiu acompanhar o ritmo do neerlandês. Só que o australiano teve um desgaste de pneus mais acentuado que o esperado, tanto que parou bem cedo, na janela da tática de dois pit-stops desenhada pela Pirelli.

Verstappen, por sua vez, chegou a abrir quase 20s de vantagem na liderança graças ao safety-car virtual. E mesmo quando o safety-car físico juntou o pelotão, não teve dificuldades para abrir distância na relargada e vencer a segunda corrida no ano.

A Red Bull levou algumas atualizações para a Itália, e Waché falou à versão italiana do Motorsport que se tratou de “um passo de cada vez”. Em seguida, analisou a corrida no geral. “As condições estavam um pouco diferentes das de sexta-feira. O asfalto estava mais quente, e isso afetou mais nossos adversários do que a nós. E ficamos surpresos com isso”, alfinetou.

Max Verstappen (Foto: AFP)

A publicação, então, perguntou sobre a relação dos papaias com o calor, já que demonstraram até então ter um carro adaptável a tais condições. Waché, no entanto, disse que o desgaste de pneus “se deve a um mecanismo diferente”, emendando que “se soubesse, não ia querer dizer”.

“Um fato parece claro: o desgaste e a superfície do pneu eram completamente diferentes do que vimos na sexta”, acrescentou. Depois, ao ser questionado se a Red Bull havia, então, encontrado a janela correta de trabalho, disse que o acerto “melhorou muito”.

“E acho que o novo pacote oferece a oportunidade de melhorar novamente. Mais na corrida do que na classificação. Na volta rápida, talvez tenhamos perdido alguma coisa. Temos um carro muito difícil porque ele funciona sem excursão. E o mapeamento do motor também tem um grande impacto nos treinos livres de sexta-feira. Alguns o usam já alto e outros, não”, seguiu.

Por fim, quando perguntado se já era possível traçar um prognóstico para as próximas corridas, afirmou que não havia nada garantido. “Fomos competitivos no Japão e fomos mal no Bahrein e em Miami. Nada é garantido, especialmente porque eles desenvolvem um carro que é muito bom. Portanto, ainda temos de nos esforçar muito também”, encerrou.

Fórmula 1 retorna já no próximo fim de semana, de 23 a 25 de maio, com o GP de Mônaco.

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