Red Bull elogia amadurecimento de Verstappen, mas descarta título em 2019

Christian Horner, chefe da Red Bull, está impressionado com a maturidade que Max Verstappen mostra em 2019 e acha que a F1 deve agradecer a ele pela diversão. Título, entretanto, só pode sobrar caso Lewis Hamilton deixe de aparecer em algumas corridas. A Red Bull mira 2020

A temporada 2019 da Fórmula 1 tem no crescimento de Max Verstappen uma das suas histórias mais impressionantes. E a impressão do chefe Christian Horner é a mesma que a do público geral: o holandês amadureceu no atual campeonato. Segundo ele, a compreensão de toda a situação em volta da briga pela vitória na Hungria mostrou que esse é o caso.
 
Horner destacou que, ainda que numa ocasião de bastante frustração, Verstappen entendeu que não houve fala da equipe e que a Mercedes simplesmente contava com um carro mais rápido naquele momento. Verstappen mais uma vez conquistou o máximo de pontos possível. 
 
"Ele tem guiado com enorme maturidade. Mesmo no fim das corridas, perder uma prova com quatro voltas para o fim é muito frustrante, mas acredito que ele entende o panorama completo. Sabe a situação em que estamos e como a corrida está sendo lida, porque os leigos podem achar que nós erramos na estratégia, mas nós não erramos", disse em entrevista ao site oficial da F1.
Max Verstappen e Lewis Hamilton (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

"A Mercedes simplesmente tinha o carro mais rápido e a oportunidade de fazer o pit-stop aberta para eles. [Max] teve a maturidade de entender qual era a situação. Acho que ele realmente amadureceu neste ano", seguiu.

 
Ainda que Verstappen tenha vencido duas e ido a três pódios nas últimas quatro provas – e ficado no top-5 em todas as etapas disputadas até aqui -, Horner não acredita em briga pelo título. A não ser, claro, que Hamilton não dispute várias corridas daqui até o fim do campeonato.
 
"A F1 tem que dar graças a Deus pela Red Bull e Max Verstappen no momento! É ótimo ter corridas como a do último domingo, ainda que não tenhamos vencido é ótimo para os fãs. As últimas quatro corridas foram ótimas. Espero que, com as pistas que estão vindo aí, essa sequência continue. Se Max puder continuar encarando Lewis e as Ferrari o futuro será brilhante", falou.
 
"Lewis está 70 [69, na verdade] pontos à frente, vantagem de quase três corridas com nove pela frente. Então, basicamente Lewis teria que não aparecer para três corridas. Talvez se a tosse dele voltar ou problemas no pé, só alguma coisa muito improvável. Teria que acontecer alguma coisa de proporções catastróficas para que ele não ganhe o campeonato", avaliou. 
 
A meta é preparar a casa, junto da Honda, para desafiar a Mercedes em 2020.
 
"Mas nossa meta para o resto do ano é diminuir a desvantagem em corridas como a Hungria e espero que algumas provas se voltem em nossa direção como foi na Alemanha. Conforme tirarmos mais desempenho do carro – e a Honda faz progresso – esse se torna um ano de construção para 2020", finalizou.
 
A F1 agora volta apenas no dia 1º de setembro.

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