Red Bull rejeita atualização “para apagar incêndio” e defende “trabalho contínuo” na F1

Red Bull apresentou cinco atualizações em Spa e Hungaroring, e o chefe de engenharia, Paul Monaghan, explicou que as mudanças fazem parte de um processo contínuo de desenvolvimento do RB21

A Red Bull fez mudanças significativas no RB21 nas últimas duas etapas da Fórmula 1, mas o chefe de engenharia, Paul Monaghan, negou que as atualizações tenham sido apenas para corrigir problemas pontuais. Segundo ele, as novidades introduzidas em Spa-Francorchamps e Hungaroring fazem parte de um processo contínuo de desenvolvimento.

A Red Bull apresentou cinco novidades, incluindo modificações na asa dianteira e na suspensão, um novo desenho de sidepod e tampa de motor em Spa, além de um flap adicional no carro para a etapa da Hungria.

Apesar da vitória de Max Verstappen na corrida sprint na Bélgica, o desempenho geral não melhorou: o neerlandês foi quarto na corrida principal e, na etapa seguinte, apenas nono. Já Yuki Tsunoda, foi apenas 13º e 17º nas duas provas.

O engenheiro da Red Bull afirmou que as modificações não devem ser rotuladas apenas como respostas emergenciais, dado o tempo e esforço dedicados para levar os componentes para a pista.

Max Verstappen venceu a sprint em Spa, mas chegou em quarto na corrida principal (Foto: Red Bull Content Pool)

É um pouco grosseiro dizer que é apenas para solucionar problemas. Fizemos porque traz um benefício geral ao carro e ao nosso tempo de volta. Tudo caminha nessa direção, em vez de ser apenas para ‘apagar incêndio’”, disse.

Monaghan explicou que a asa dianteira é resultado de um trabalho constante, desenvolvido no CFD e túnel de vento, e que só é implementado quando os ganhos prometidos nesses testes se confirmam na pista. Já a mudança no sidepod, seguiu outra lógica.

“A asa dianteira é um processo contínuo, o trabalho de CFD e túnel de vento nunca param. Se os avanços que fazemos nesses ambientes são grandes o suficiente, conseguimos colocar um novo modelo na pista — e tivemos tempo e orçamento para isso”, afirmou.

Podemos extrair um benefício geral de desempenho com o que fizemos no sidepod. Tivemos também a praticidade de ter o intervalo de três semanas entre Silverstone e Bélgica para aplicar essa atualização”, concluiu o engenheiro da Red Bull.

Depois do GP da Hungria, a Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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