Red Bull vê “trabalho muito bom” de Yamamoto, mas descarta chance como titular

Naoki Yamamoto, piloto da Honda na Super Formula japonesa, teve sua primeira chance de guiar um carro de F1 nesta sexta-feira (11), ao acelerar pela Toro Rosso em Suzuka. E não comprometeu, andando próximo ao tempo de Daniil Kvyat. Yamamoto se mostrou impressionado com a potência do motor de um F1. E ainda que tenha recebido elogios de Christian Horner, o dirigente não considera o japonês uma alternativa para ocupar uma vaga em um dos quatro carros taurinos no grid

A sexta-feira (11) em Suzuka foi um dia muito especial para a carreira de Naoki Yamamoto. O piloto de 31 anos, dono de boa experiência no automobilismo e trajetória vitoriosa nas pistas do seu país — foi campeão da F3 Japonesa, em 2009, é bicampeão da Super Formula e foi campeão do Super GT ao lado de Jenson Button no ano passado —, ganhou da Honda e da Toro Rosso a chance de pilotar um carro de Fórmula 1. E a oportunidade aconteceu diante dos fãs no lendário circuito durante o primeiro treino livre do GP do Japão.
 
Naoki completou um total de 30 voltas e marcou 1min32s018 na melhor delas. O piloto terminou em 17º lugar na tabela de tempos, mas terminou apenas 0s098 atrás de Daniil Kvyat, titular da Toro Rosso e, obviamente, bem mais acostumado ao carro.
 
Yamamoto se mostrou bastante impressionado com o carro, sobretudo com a força do motor Honda que empurrou o Toro Rosso que estampou o numeral #38 nesta manhã. Naoki foi bastante elogiado inclusive por Christian Horner, chefe da Red Bull. O britânico, no entanto, deixou claro que o japonês não faz parte dos planos para ser um dos titulares nos quatro carros taurinos no grid do Mundial de F1.
Naoki Yamamoto pilotou um F1 pela primeira vez nesta sexta-feira (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
Já o piloto viveu uma experiência única na carreira e citou as diferenças entre o Fórmula 1 e o Super Formula que está acostumado a pilotar. 
 
“Levou um tempo para me acostumar com a potência. A potência é incrível, fiquei muito surpreso, jamais senti essa potência. Essa é a maior diferença entre a Super Formula e a F1. Aprendi algumas coisas sobre o carro, sobre o equilíbrio do carro. As curvas de baixa velocidade foram bem complicadas, então dei o máximo possível de informações à equipe”, disse.
 
“Esta é minha corrida em casa, é muito divertido vir a Suzuka, mesmo que seja sexta-feira e o primeiro treino livre. Gostaria de agradecer demais ao Franz [Tost, chefe da equipe], à Toro Rossi e à Honda”, destacou Yamamoto, que ainda aproveitou para falar sobre Helmut Marko, também em tom de agradecimento. “Não sei o que ele está pensando sobre mim, mas gostaria de agradecer ao Dr. Marko, ele me deu uma grande oportunidade”, completou.
 
Christian Horner, mesmo concentrado nos seus pilotos, Max Verstappen e Alexander Albon, teceu elogios a Yamamoto.
 
“Não sei exatamente qual foi a sua programação na pista, mas você tem de levar em conta que é muito comum que eles façam um acerto padrão para os dois carros. Então ele fez um trabalho muito bom. Fez um trabalho muito bom para seu primeiro treino aqui com um carro de F1. Acho que ele se saiu muito bem”, salientou.
 
“Ele é um grande cara, muito rápido, muito talentoso. É um circuito que ele conhece muito bem, ele teve uma carreira muito bem-sucedida correndo aqui com o Jenson Button nos GTs”, disse o dirigente. “Ele não se encaixa nos critérios no momento, mas certamente vale a pena dar uma olhada hoje”, complementou.
 
Yamamoto ocupou o cockpit de Pierre Gasly, o outro titular da Toro Rosso. O francês revelou uma passagem curiosa de Naoki, que pediu desculpas ao jovem por fazê-lo perder tempo de pista nesta sexta-feira.
 
“Ele realmente pediu desculpas por estar no meu carro. Não havia muito problema sobre isso, já estava planejado desde o começo do ano. Eu simplesmente disse para ele curtir cada volta porque conheço Naoki, ele é um grande cara, muito rápido. Ele conhece Suzuka mais do que qualquer outra pessoa que eu pense no planeta”, ressaltou Gasly.
 
“É um sonho pilotar esse tipo de carro, então simplesmente disse para ele curtir cada volta que ele fizesse na pista. Dei a ele algumas dicas porque, na comparação com os pneus da Super Formula, o comportamento do carro é diferente. Ele esteve no simulador e encontrou algumas coisas diferentes do carro da Super Formula”, concluiu.
 
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