Renault vê inconsistência, mas descarta apelar de desclassificação no Japão

A Renault acredita que foi tratada de forma inconsistente pelos comissários da FIA, que determinaram desclassificação de Daniel Ricciardo e Nico Hülkenberg do GP do Japão. Só que, para focar na performance nas pistas, não haverá apelação

A Renault segue discordando da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que determinou a desclassificação de Daniel Ricciardo e Nico Hülkenberg no GP do Japão por conta de um sistema de freio em desacordo com o regulamento da Fórmula 1. A equipe francesa viu uma punição desproporcional por conta de um conceito definido pela própria federação como inovador. Mesmo assim, a ordem em Enstone é virar a página: para concentrar esforços na reta final da temporada, não haverá apelação da punição.
 
“Nós lamentamos a decisão dos comissários e, em particular, a severidade da punição aplicada”, definiu um comunicado divulgado nesta quinta-feira (24). “Na nossa opinião, é uma punição desproporcional para qualquer benefício que os pilotos tenham conseguido, especialmente dentro do contexto de um sistema confirmado como completamente legal e inovador. Também é algo inconsistente com punição anteriores relativas a infrações similares, algo dito pelos comissários na decisão, mas sem expressar argumentos”, seguiu.
Nico Hülkenberg, assim como Daniel Ricciardo, foi desclassificado em Suzuka (Foto: Renault)
“Entretanto, como não temos novas evidências para apresentar além das já produzidas para demonstrar a legalidade do nosso sistema, não desejamos investir mais tempo e esforço em um debate estéril na Corte Internacional de Apelações. Assim, decidimos não apelar da decisão dos comissários. A Fórmula 1 sempre será uma arena de busca incessante pela menor oportunidade possível de conseguir vantagem. É isso que sempre fizemos e continuaremos fazendo, mesmo que com um processo interno mais forte antes de enviar soluções inovadoras à pista”, finalizou.
 
A análise dos comissários concluiu que o sistema de frenagem, que podia ser configurado automaticamente, sem intervenção do piloto, fere princípios do regulamento esportivo. Ao mesmo tempo, os comissários ressaltaram que não há um problema do ponto de vista técnico – a novidade não chega a ser ilegal, mas tem consequências ilegais.
 
A exclusão de Ricciardo e Hülkenberg, respectivamente sexto e décimo em Suzuka, tem consequências pesadas para o Mundial. A Renault perde 9 pontos e agora fica 43 atrás da McLaren, principal rival na briga pelo quarto lugar entre equipes. Entre pilotos, tanto o australiano quanto o alemão caíram para fora do top-10.

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