Retrospectiva 2021: Gasly, Norris, Russell e Ocon brilham e representam nova geração

Pierre Gasly fez seu melhor ano na F1, Lando Norris alcançou dobradinha e quase venceu, George Russell foi ao pódio em seu último ano de Williams e Esteban Ocon conseguiu vitória histórica

VERSTAPPEN CAMPEÃO SOBRE HAMILTON: TUDO SOBRE A F1 2021 | Paddock GP #272

A temporada de 2021 da Fórmula 1 ficou bastante monopolizada entre Red Bull e Mercedes, principalmente levando em consideração que foram as únicas equipes a brigarem pelos dois títulos da categoria. No entanto, outros pilotos também tiveram seus momentos de brilho ao longo do ano: Pierre Gasly fez sua melhor temporada na F1, Esteban Ocon venceu sua primeira na carreira, George Russell estreou no pódio e Lando Norris ficou muito próximo de seu primeiro triunfo.

A AlphaTauri não conseguiu vencer a Alpine pelo quinto lugar no Mundial de Construtores, mas alcançou seu melhor resultado na história da Fórmula 1, com 142 pontos. E muito — muito mesmo — disso se deve a Pierre Gasly, que terminou o ano com 110 tentos na nona colocação, atrás apenas dos pilotos que representam as quatro principais equipes — Mercedes, Red Bull, Ferrari e McLaren.

Gasly foi regular durante todo o ano de 2021 e se destacou tanto pelos desempenhos em classificações quanto nas corridas. Se não fosse pelos erros da AlphaTauri em suas estratégias e os momentos em que os mecânicos pisaram na bola no pit-stop, Gasly poderia inclusive ter conquistado um resultado melhor.

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Pierre Gasly terminou 2021 com 110 pontos pela AlphaTauri (Foto: AlphaTauri)

O francês conseguiu um pódio, no Azerbaijão, e terminou no top-10 em 15 das 18 corridas que conseguiu completar. Apesar de vir de uma temporada em que venceu sua primeira prova, no GP da Itália de 2020, o ano de 2021 representa a consolidação de fato do piloto, que demonstrou o amadurecimento que lhe faltou na época de Red Bull.

Com os taurinos garantidos com Sergio Pérez para 2022, resta a Pierre esperar uma oportunidade na equipe austríaca para o ano seguinte, ou começar a analisar novas possibilidades dentro do grid. Com a velocidade que demonstrou este ano, é possível voar mais alto.

Mesmo com um final de campeonato em certo declínio, Lando Norris ainda assegurou a sexta posição no Mundial de Pilotos de 2021, atrás apenas dos dois carros de Mercedes e Red Bull e a Ferrari de Carlos Sainz. O inglês fez uma primeira metade de campeonato de veterano, somando pontos em todas as dez primeiras corridas do ano — com direito a três pódios no período — até ser abalroado na confusão proporcionada por Valtteri Bottas na Hungria.

LANDO NORRIS; LEWIS HAMILTON; GP DA RÚSSIA;
Lando Norris e Lewis Hamilton travaram a grande luta pela vitória na Rússia (Foto: Fórmula 1/Twitter)

Logo após um excelente segundo lugar na Itália, quando fez a dobradinha da McLaren com Daniel Ricciardo, o vencedor, Norris se tornou protagonista da categoria — ao menos por uma semana. No GP da Rússia, o britânico conseguiu tomar o primeiro lugar de Carlos Sainz para liderar boa parte da disputa, até que a chuva atingiu o Circuito de Sóchi.

Com Lewis Hamilton em sua cola — sem conseguir diminuir a distância de 2s, no entanto — Norris optou por permanecer na pista com os pneus slicks, acreditando que a água seria passageira. Não foi, e o #4 perdeu toda a aderência e foi parar na barreira de proteção, precisando se arrastar aos boxes para conseguir terminar em sétimo.

O baque foi forte, e Norris não conseguiu repetir o brilho nas sete etapas seguintes do calendário, apesar de manter um bom desempenho, regularmente somando pontos pela McLaren. O momento também coincidiu com a subida de rendimento da Ferrari, que trocava o motor de Charles Leclerc na Rússia e faria o mesmo com Sainz na prova seguinte, na Turquia.

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GEORGE RUSSELL; MERCEDES; FÓRMULA 1;
Russell conseguiu seu primeiro pódio no último ano com a Williams (Foto: LAT Images/Mercedes)

No entanto, o inglês demonstrou que se encontra completamente adaptado ao carro, ainda que novas características precisem ser aprendidas para 2022, com o novo regulamento. Em um campeonato bem acima de seu companheiro, Ricciardo — que venceu uma corrida, mas terminou com 45 pontos a menos na temporada —, Norris mostrou para a F1 a habilidade de um potencial campeão do mundo. E em algumas vezes, a imaturidade de um jovem.

George Russell concluiu sua aprendizagem na Williams, e em 2022 vai assumir o posto que sempre esperou na Fórmula 1: ao lado de Lewis Hamilton na Mercedes. E apesar de pilotar um carro que lhe ofereceu poucas oportunidades ao longo de 2021, novamente o britânico deu mostras de que possui um futuro brilhante pela frente.

Russell teve uma ótima sequência na metade do ano, mais especificamente entre as etapas de Hungria e Rússia, quando somou todos os 16 pontos da Williams em quatro corridas: Budapeste, Bélgica, Itália e Sóchi — abandonou na Holanda. Em Spa, o britânico conquistou um segundo lugar histórico no grid de largada, sob chuva torrencial, em uma volta espetacular que lhe colocou atrás apenas de Max Verstappen, o campeão.

Esteban Ocon celebra vitória em Hungaroring, a primeira de um motor Renault desde 2014 (Foto: Florion Goga/AFP)

Como a corrida do dia seguinte aconteceu apenas sob regime de safety-car, devido à falta de condições climáticas para a corrida, Russell permaneceu em segundo e foi ao pódio pela primeira vez na carreira, somando a metade da pontuação que teria direito em uma disputa normal.

No ano que vem, o britânico terá a tarefa de substituir Bottas na Mercedes, e mais importante: lidar com o peso de ser companheiro de equipe do heptacampeão mundial Hamilton, que tende a entrar “mordido” no campeonato de 2022 após perder o título de forma controversa em 2021.

Por fim, Esteban Ocon comemorou um momento que vai lembrar para sempre em sua vida: venceu sua primeira corrida na Fórmula 1. O francês fez uma boa temporada, atingindo os objetivos da Alpine junto ao companheiro Fernando Alonso e completando junto ao veterano espanhol a segunda dupla de equipe mais equilibrada do campeonato — atrás apenas dos pilotos da Ferrari.

GEORGE RUSSELL; LANDO NORRIS; FÓRMULA 1; RÚSSIA;
Norris e Russell fizeram grande classificação no GP da Rússia e largaram no top-3 (Foto: Twitter)

Em um ano no qual conseguiu pontuar e apresentou rendimento bastante regular, o ápice da temporada aconteceu na Hungria, quando uma forte chuva começou a mudar os rumos da corrida desde o início. Logo na largada, Bottas perdeu o ponto de frenagem e atingiu uma série de carros à sua frente, mas Ocon conseguiu sair ileso.

A F1 então iniciou os procedimentos para uma nova largada parada, mas com a pista seca em vários trechos. Na saída para o alinhamento do grid, todos os pilotos menos Hamilton decidiram trocar para os slicks, e a histórica cena do heptacampeão largando sozinho ficará marcada no ano de 2021.

O britânico precisou trocar seus compostos logo na primeira volta e despencou no pelotão, enquanto Ocon viu a liderança cair em seu colo e pilotou de forma consciente e sem erros até o final da disputa para garantir sua primeira vitória na Fórmula 1. O francês foi fundamental para o quinto lugar da Alpine no Mundial de Construtores e ainda alcançou um resultado totalmente inesperado para coroar o ano de 2021.

A dramática última volta do GP de Abu Dhabi de F1 (Vídeo: TSN)
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