Juncos defende Colapinto e critica pressão dos argentinos: “Fizeram isso com Messi”

Ricardo Juncos comparou situação de Franco Colapinto com momento vivido por Lionel Messi no passado, que chegou a anunciar aposentadoria da seleção argentina em 2016

Franco Colapinto recebeu um convidado ilustre durante o GP da Itália, realizado no início do mês: Ricardo Juncos, sócio da Juncos Hollinger. O dirigente da equipe da Indy saiu em defesa do piloto da Alpine e criticou a imprensa e o público argentino pela pressão exercida em cima do piloto da F1, comparando a situação com algumas vividas por Lionel Messi no passado.

Lenda do futebol, Messi vive um período de lua de mel com os argentinos, após conquistar dois títulos de Copa América, a Finalíssima e a Copa do Mundo de 2022 nos últimos anos, mas esse relacionamento nem sempre foi assim. Em 2016, depois da perda da segunda final seguida do torneio sul-americano de seleções, o atual camisa 10, que perdeu um pênalti naquela decisão contra o Chile, anunciou que não jogaria mais com pela Argentina. O anúncio que gerou enorme comoção pelo país, que suplicou pelo reconsideração, algo que aconteceu logo em seguida.

Este é o contexto que Juncos traz ao portal Pitlane Motor quando fala sobre a pressão exercida em cima de Colapinto, que, segundo o dono da equipe da Indy, está fazendo um bom papel na F1 e honra o histórico argentino na categoria.

“Conheço Franco desde pequeno — ele e a família. Então, desejo o melhor. É um orgulho e uma alegria, depois de tantos anos, que um argentino chegue à Fórmula 1, porque isso significa muito. Desde a época de [Juan Manuel] Fangio, desde os primórdios da categoria, somos pioneiros: José Froilán González, primeiro piloto a vencer com a Ferrari, Fangio, [Carlos] Reutemann, todos os pilotos que passaram pela Fórmula 1, [Oscar] Larrauri, Miguel Ángel Guerra, [Ricardo] Zunino, [Gastón] Mazzacane, [Norberto] Fontana, [Esteban] Tuero e agora Franco. Acho que os argentinos merecem; agora, a pressão é uma absoluta barbaridade”, disse Juncos.

Franco Colapinto (Foto: Gabriel López/Grande Prêmio)

“Infelizmente, [a pressão é] geralmente por causa da mídia argentina. Mas o que posso dizer? Basta ver o que fizeram com Lionel Messi, o melhor jogador de futebol da história, que foi condenado e crucificado. Graças a Deus, o Dibu Martínez colocou a perna naquele chute do francês [Kolo Muani], senão teríamos perdido a final. Porque se o Dibu não defende, a Argentina teria perdido mais uma vez a Copa do Mundo — e a história seria diferente por causa da própria imprensa local”, completou Juncos.

Até o momento, Colapinto é o único dos pilotos titulares da F1 que ainda não marcou pontos na temporada 2025, além de ter colecionado alguns acidentes durante o ano, fatores que fazem Flavio Briatore, chefe da Alpine, não confirmar a permanência do piloto para 2026. Juncos apontou que a pressão tem feito com que Franco comenta erros.

“Franco está claramente sob muita pressão. Isso fez com que ele talvez cometesse excessos e acidentes, por exemplo, como em São Paulo com a Williams [em 2024, quando bateu com o safety-car na pista]. Foram acidentes em que se nota a pressão, que ele não tem vida fácil”, opinou Juncos.

“É uma pena, porque em vez de aproveitar o momento de termos um argentino lá, surgem jornalistas e ex-pilotos do nada. Agora todos viraram especialistas em F1, muito típico de argentinos, como aconteceu com Lionel Messi, quando todos viraram técnicos de futebol. É um pouco da nossa peculiaridade, e é preciso saber lidar com isso”, continuou Juncos.

Juncos aproveitou para defender o desempenho recente de Colapinto, reportando que o início claudicante de passagem pela Alpine faz parte da adaptação em uma nova equipe, destacando que Lewis Hamilton e Carlos Sainz vivem situação parecida ao desembarcarem na Ferrari e Williams, respectivamente.

“Acho que Franco está indo muito bem. Demonstrou não cometer erros nas últimas corridas. Todos os pilotos que chegaram a uma equipe nova — como Hamilton, Sainz e os companheiros de Max Verstappen — sofreram”, explicou Juncos.

“Não é fácil mudar de uma equipe para outra. Envolve novos protocolos, parte de eletrônica, softwares, a forma como a equipe trabalha, o impacto que cada ajuste tem no carro, com o sistema híbrido, com os diferenciais que são tão complexos, não é fácil, e isso se nota, mas ninguém fala”, declarou Juncos.

“O trabalho do Franco está sendo muito bom. Desejo o melhor, tomara que consiga terminar 2025 dessa maneira e que continue, porque é disso que todos precisamos: continuidade. São apenas 20 lugares na F1; ele tem um, que continue. E, se não, fez-se o que foi possível. Sempre é preciso tentar as coisas ao máximo, acho que ele está fazendo isso”, finalizou.

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SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Treino livre 106:3008:3010:3011:30
Treino livre 210:0012:0014:0015:00
Treino livre 306:3008:3010:3011:30
Classificação10:0012:0014:0015:00
Corrida9:0011:0013:0014:00
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